terça-feira, 9 de abril de 2013

BIOGRAFIA: MUYBRIDGE, Eadweard, dito, Edward James Muggeridge (1830-1904).





 
HISTÓRIA DAS PERFORMANCES NO SÉCULO XX. BIOGRAFIA: MUYBRIDGE, Eadweard, dito, Edward James Muggeridge (1830-1904).



O fotógrafo vanguardista inglês E. Muybridge, nasceu em Kingston-on-Thames e faleceu em Londres. Durante um prolongado período o fotógrafo viveu na América, quando se dedicou às pesquisas sobre a locomoção animal e humana. As experiências de Muybridge realizaram-se quase que ao mesmo tempo que as do cientista francês Étienne-Jules Marey, que se dedicou de maneira considerada científica ao mesmo tema. No entanto, na época, as fotografias de Muybridge se tornaram bem mais conhecidas, devido principalmente a uma história referente a aposta feita pelo milionário norte-americano Leland Stanford, diretor da Estrada de Ferro Central do Pacífico (Estados Unidos). Este político, que depois foi eleito governador da Califórnia, desejava provar através de fotografia que, em certo momento do galope, o cavalo tira as quatro patas do chão. Muybridge foi contratado para documentar o feito: ele conseguiu fotografar pela primeira vez o cavalo no galope (1878), provando que, realmente, em determinado momento da corrida o animal retira as quatro patas do chão. No entanto, encontramos declarado que a história da aposta foi lenda que se formou desde a divulgação dessas fotografias de Muybridge, estas verdadeiras. (HULTEN, 1983: 520). No entanto, o fotógrafo inglês realmente conheceu L. Stanford, que prefaciou o seu livro O Cavalo em Movimento (The Horse in Motion).
 
Para fotografar a locomoção animal e humana o fotógrafo foi obrigado a inventar certos instrumentos que permitiram-lhe fotografar pessoas e animais: para alcançar seu objetivo, Muybridge inventou o Zoopraxiscope, entre outros instrumentos. Na mesma época que E.-J. Marey publicou O Movimento  (Le Mouvement),  Muybridge publicou vários livros reproduzindo suas fotografias da locomoção humana e animal. As imagens se tornaram influentes na arte das vanguardas européias e norte-americanas, sendo que as fotografias publicadas por Muybridge se tornaram mais influentes na América onde ele viveu prolongado período. O Realista Thomas Eakins utilizou as imagens fotográficas de Muybridge no ensino das artes, na Academia de Artes da Filadélfia. O fato de que a obra de E. Muybridge foi considerada mais artística do que a pesquisa de natureza científica do francês Marey, tornaram as fotografias do inglês, de um modo geral, mais populares e apreciadas pelo público inglês e norte-americano e influenciaram a obra do Vorticista Percy Wyndham Lewis, como, por exemplo, na ilustração para Alcebiade, Timon of Athens (Alcebiade, Timoneiro de Atenas, 1912), destinada à nova edição do texto homônimo de William Shakespeare, nunca publicado. No mesmo ano Marcel Duchamp, imbuído do espírito Cubista, pintou seu Nu descendo a escada n. 02 (Paris, 1912), obra que esteve em exposição na primeira mostra internacional das vanguardas européias associadas às vanguardas norte-americanas, a dita, Exposição da Armada (Armory Show, Nova York, 1913).

 
A série de fotografias O Falcão Voador (The Flying Falcon, 1872-1885, 18 cm x 14,5 cm), do álbum Locomoção Animal (Animal Locomotion) de E. Muybridge, cujo original pertence ao acervo do Musée d' Orsay (Paris), se encontra parcialmente reproduzida (BONFANTE-WARREN, 2000: 300); e a fotografia Cavalo Empinando, se encontra reproduzida (HULTEN, 1986: 527).
 
 



A obra fotográfica de E. Muybridge foi homenageada em vários filmes como Nascimento do Cinema (Naissance du Cinéma, de Roger Leenhardt, FR., 1945), filmado quando ele mostrou as suas primeiras experiências diante dos espectadores do Teatro Ótico Reynaud; e no filme Émile Reynaud (1844-1918), que recebeu o subtítulo de As Pantomimas Luminosas [Les Pantomimes Lumineuses] do inventor do dito, Teatro Ótico francês, mostrado com animação de Manuel Otero. A fotografia Mulheres: Duas  nos  Degraus, da Série: Humanos e Animais em movimento (Women: Two on steps, Series: Human and Animals in Motion, 1887, colótipo, chapa 448, CNF 2296/ CPF/  MC), no acervo da CNF/ Coleção Nacional de Fotografia do CPF  - Centro Português de Fotografia, foi apresentada na mostra com curadoria de Tereza Siza, Do Olhar Inquieto, integrada à exposição Fotografia: Suporte da Memória, Instrumento da Fantasia, realizada no CCBB (Rio de Janeiro, maio, 2005). No acervo fotográfico da BN (Rio, RJ), se encontra a cópia albuminada da fotografia Vista Espelhada: El Capitan, Vale Nacional Yosemite (Mirror View El Capitan, Yosemite National Valley, n. 58, Thomas Houseworth & Co. Photos), atribuída a E. J. Muybridge quese encontra publicada (HERKENHOFF, 1996: 224). 


 
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

HERKENHOFF, P.; CRUZ, O. Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: 1996, pp. 224, 226.

CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L;. CAUMONT, J;.CELANT, G;. COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE; MARIA, L. DE; DI MILLIA, G.;FABRIS, A.;FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.;GREGOTTI, V.;LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.;MENNA, F.; ÁCINI, P.;RONDOLINO, G;RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.;SILK, G.; SMEJKAI, F.;STRADA, V.;VERDONE, M.;ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 527.


BONFANTI-WARREN, A. The Musée D' Orsay. New York: Barnes and Noble, 2000, p. 300.

 
FOHETO. Fotografia: Suporte da Memória, Instrumento da Fantasia. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, maio, 2005.
 

terça-feira, 26 de março de 2013

HISTÓRIA DAS PERFORMANCES NO SÉCULO XX. BIOGRAFIA: JARRY, Alfred (1873-1907).



 
 
HISTÓRIA DAS PERFORMANCES  NO SÉCULO XX. BIOGRAFIA: JARRY, Alfred (1873-1907). 
 



PERFORMANCE:
Rei Ubu, Alfred Jarry 1895, Théâtre de l’Oeuvre, Paris



O escritor e teatrólogo francês nasceu em Laval (Mayenne), mas faleceu em Paris. Jarry tornou-se bastante influente nas vanguardas francesas, através do fascínio que seus escritos exerceram sobre toda uma geração, especialmente sobre o pai do Surrealismo, André Breton. O escritor foi o não-conformista entre os não- conformistas e sua peça mais conhecida, Ubu-Rei (Ubu-Roi, 1895), tornou-se grande sucesso teatral, destacado especialmente entre a intelectualidade francesa.

Jarry foi homenageado até por Pablo Picasso, que desenhou a imagem fantástica do Ubu-Rei; essa peça do vanguardista estreou no Teatro da Obra, de André Antoine, quando causou furor de escândalo (1896). Outra peça, Ubu Acorrentado (Ubu Enchainée, 1900), foi publicada poucos anos depois e resultou não ser menos polêmica do que a obra original. Todas as peças de Jarry foram farsas encenadas com marionetes, nas quais o personagem principal, o Pai Ubu, está envolvido: foram comédias consideradas muito engraçadas.

 

Jarry promoveu o Théâtre des Pantins (1897) e até um Guignol (1901); podemos comparar o espírito que presidiu o Ubu-Rei, com o do personagem brasileiríssimo de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter do livro homônimo de Mário de Andrade. No Brasil o Pai Ubu serviu de inspiração ao músico vanguardista Eduardo Guimarães Álvares, que criou o seu Diário das Viagens Pitorescas de Pai Ubu, que apresentou no Concerto para Percussão e Orquestra, cuja primeira audição realizou-se com a Orquestra Sinfonia Cultura no SESC – Belenzinho, com apresentação do maestro João Maurício Galindo, sendo regente da orquestra o maestro Lutero Rodrigues. Foram solistas do Percorso Emsemble: Eduardo Gianesella, Joaquim (Zito) Abreu, José Carlos da Silva e Ricardo Bologna (São Paulo, 26 de set., 2004).

 

Vários artistas plásticos inspiraram-se no personagem de Jarry, como Max Ernst, que pintor o Ubu Imperador (Ubu Imperator, 1923, acervo do MNAM, Paris), que se encontra reproduzido no catálogo da mostra André Breton, a Beleza Convulsiva (André Breton, La Beauté Convulsive; BEAUMELLE, 1991). Em meados da década de 1930 Picasso produziu vários desenhos e escritos sobre o mesmo tema, que se encontram reproduzidos (ADES, 1978); na mesma ocasião, a fotógrafa Dora Maar, companheira de Picasso, fotografou seu enigmático Ubu-Rei.


O grupo de escritores e artistas Futuristas italianos foi fascinado por Jarry - e não foi para menos, tendo em vista os pontos filosóficos comuns a ambos. Marinetti escreveu a sua peça O Rei Bombance, inspirado no personagem Ubu-Rei, de Jarry. Os escritores trocaram várias cartas: Marinetti conheceu Jarry pessoalmente no período em que o italiano viveu em Paris. Outro Futurista não conformista, Anton Giulio Bragaglia, produziu e encenou a peça de Jarry com tradução de Nino Frank (1926). Jarry tornou-se frequente colaborador da revista Poesia Internacional, editada por Marinetti (Milão, 1905-1909). Logo após a morte de Jarry a revista reproduziu vários trechos traduzidos de Objeto Amado, anteriormente publicado por Guillaume Apollinaire na primeira revista editada por ele, a Festin d'Esope (Festim de Esopo, Paris, 1903-1904).

 
 
Marinetti anunciou em Poesia ter adquirido de Jarry o direito de publicação de todas as suas obras inéditas, mas o projeto não foi adiante. Jarry escreveu Minutos de Areia Memorial (Minutes de Sable Memorial, 1894), César-Anti-Cristo (César-Antecrist, 1895) e Surmale (1905). Breton, grande admirador de Jarry, deixou-se fotografar na rua Alfred Jarry, em Laval, cidade natal do pintor Henri Le Douanier Rousseau; a reprodução dessa fotografia se encontra publicada (BEAUMELLE, 1991). A marionete original de Jarry para o Pai Ubu, encontra-se com sua fotografia reproduzida (PIERRE, 1991).


REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
 
 
CATÁLOGO. ADES, D. Dada and Surrealism Reviewed. Introduction by David Syilvester and supplementary essay by Elizabetn Cowling. London: the Authors and the Art Council of Great Britain, Hayward Galleries, 1978. 475p.: il., p. 182.
 
 
CATÁLOGO. BEAUMELLE, A. de la; MONOD-FONTAINE, I.; SCHWEISGUTH, C. André Breton: La Beauté Convulsive. Paris: Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, 1991,p. 145.
 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (Org.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 494.

 
GIBSON, M. Duchamp Dada. Paris: N. E. F. Casterman, 1991. 263p.: il., p. 182.

 
PIERRE, J. L'Univers Surréaliste. Paris: Éditions d'Art Aimery Somogy, 1983, pp. 231, 315.

 
PROGRAMA. Concertos SESC & Sinfonia Cultura. Re-Percutindo, a Percussão e a Orquestra. São Paulo: SESC - Belenzinho, 2004.

 
HISTÓRIA DAS PERFORMANCES NO SÉCULO XX. BIOGRAFIA: MAREY, Étienne-Jules (1830-1904). 

 
 
Primeiro registro da performance da Locomoção Humana, por Étiènne-Jules Marrey (1884). O francês Étiènne-Jules Marrey foi o primeiro a documentar o movimento humano através da dita, Cronofotografia, processo para o qual inventou vários apetrechos que possibilitaram o registro do movimento.
 

 
O cientista francês nasceu em Beaune e faleceu em Paris; Marey foi fisiologista, inventor e precurssor da fotografia científica que ele chamou de Cronofotografia, tirada à partir da observação do movimento de pessoas e animais. No século XIX os primeiros experimentos de Marey foram datados do início da década de 80: foram as fotografias de Marey que causaram sensação na midia de sua época e influenciaram posteriormente as Artes Plásticas. Realizando pesquisas similares, outro precurssor foi o fotógrafo vanguardista Eadweard Muybridge, inglês que viveu na América. O outro fotógrafo foi também observador da locomoção humana e animal e inventor de outros aparelhos fotográficos para registrá-los, diferentes dos de Marey, na pesquisa empreendida sem a metodologia científica empregada pelo francês. No entanto, Muybridge foi o primeiro a fotografar o cavalo no galope como resultado de aposta com o aquele que tornou-se o patrocinador do primeiro livro do fotógrafo inglês, para o qual ele escreveu o prefácio, L. Stanford.

 
As pesquisas de Marey foram amplamente divulgadas no jornal científico A Natureza (La Nature, 1883-1890). Marey publicou o sumário de suas pesquisas com a descrição da metodologia empregada no livro ricamente ilustrado O Movimento (Le Mouvement, , 1884), que se transformou na sensação da época e ficou bastante conhecido nas vanguardas artísticas francesas e internacionais. As fotografias de Marey serviram de fonte de inspiração para as obras do movimento Cubista fancês, especialmente marcantes na série de obras intitulada Nu descendo a escada (n. 01/ 02), de Marcel Duchamp. A pintura que ficou mais conhecida foi a segunda, que causou o maior escândalo quando participou da Exposição da Armada (Armory Show; v. detalhes no meu Blog: <http://arteamericanadsevanguarda.blogspot.com>). Essa foi a primeira mostra das vanguardas artísticas francesas aliadas as norte-americanas, realizada com curadoria de Arthur Garfield Dove (Nova York, 1913).
As pesquisas de Marey, obra de toda sua vida, se tornaram a base para outras obras pictóricas do movimento do Futurismo, notáveis especialmente nas pinturas de Giacomo Balla, como Mão de Violinista e Menina correndo em um balcão (1912, óleo/ tela, 125 x 125 cm, no acervo da Cívica Galeria d'Arte Moderna, Milão) e na pintura Cão andando na coleira, sendo essas as mais conhecidas repercussões das fotografias de Marey no movimento italiano.

O fisiologista inventou vários aparelhos para registrar o movimento, inclusive o dito, Rifle fotográfico, que disparava fotos sequenciais, observando o movimento à partir de um único ângulo e de um único ponto de vista. Marey observou também o movimento de pássaro em vôo, para o qual ele inventou sua máquina voadora, monoplano com dois motores de propulsão que foi determinante no progresso no campo da aviação. A dita, Pistola fotográfica de Marey, permitiu ao cientista tirar 12 fotos sequenciais por minuto (1882). O pesquisador fotografou pela primeira vez todo o movimento do vôo de um pássaro: Marey transformou essas imagens obtidas na escultura tridimensional que ele reproduziu na mesma sequência observada do movimento, obra única, verdadeira escultura científica que se encontra fundida em bronze e em exposição no Museu Marey (Beaune, França).

O cientista foi homenageado com vários filmes sobre sua vida e obra: Marey, o Sábio Muito Desconhecido (Marey, un Savant trop Méconnu, França, 1976), de Pierre Thévenard; no filme Pré-História do Cinema, de Joel Farges, o cineasta apresentou o curta-metragem Étienne-Jules Marey sobre a vida e obra do fisiologista especializado na locomoção humana e animal (França, 1979). O assistente de Marey, George Demeny, inventor do Fonoscope, foi também alvo de homenagem de Farges através do curta-metragem George Demeny (1850-1917): o francês recebeu outra homenagem prestada através do filme Georges Demeny e as Origens Esportivas do Cinema, de André Drevon (França, 1995), documentário sobre esse pioneiro dos registros das imagens em movimento, interessado especialmente nos feitos esportivos. Todos os filmes citados foram projetados no festival Paris 1900, Cinema e Vídeo, realizado no CCBB (Rio de Janeiro, 2002). A Cronofotografia da Locomoção Humana (1886, foto B&P, 9 cm x 25 cm), obra de Marey no acervo do Museu Marey, se encontra reproduzida (GIBSON, 1991).

 
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

BONFANTI-WARREN, A. The Musée D'Orsay. New York: Barnes and Noble, 2000. 320p., il., color., p. 245. 25,5 x 36,5 cm.

 
BRITT, D.; MACKINTOSH, A.; NASH, J. M.; ADES, D.; EVERITT, A; WILSON, S.; LIVINSGSTONE, M. Modern Art: from Impressionism to Post-Modernism. London: Thames and Hudson, 1989, 416p.: il., p. 181.

CATÁLOGO. ADES, D. Dada and Surrealism Reviewed. Introduction by David Syilvester and supplementary essay by Elizabetn Cowling. London: the Authors and the Art Council of Great Britain, Hayward Galleries, 1978. 475p.: il., p. 28.


CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 511.
 
DOCUMENTÁRIO.
Paris 1900: Cinema e Vídeo. Rio de Janeiro: CCBB -Centro Cultural Banco do Brasil, 2002.

GIBSON, M. Duchamp Dada. Paris: N. E. F. Casterman, 1991. 263p.: il.


PIERRE, J. L'Univers Symboliste: décadence, symbolisme et art nouveau. Paris: Éditions d'Art Aimery Somogy, 1991.

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SELECIONADAS.


 
HISTÓRIA DAS PERFORMANCES NO SÉCULO XX. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SELECIONADAS.
 


CATÁLOGOS RAISONNÉES:

CACHIN, F.; MINERVINO, F. Tout l'oeuvre peint de Picasso, 1907-1916. Introduction par Françoise Cachin; documentition par Fiorella, Minervino. Paris: Flammarion, 1977. 135p.: il. algumas color. - notas gerais – inclui índices; cronologia 23,5 x 31 cm.


CASTLEMAN, R. The Prints of Andy Warhol. Paris: The Cartier Foundation for the Contemporary Art, Flammarion, 1991. 216p.: il.

DAIX, P.; ROSSELET, J. Le cubisme de Picasso: catalogue raisonée de l'oeuvre peint, 1907-1916. Neuchatel: Îdes et Calandes, 1979. 366p.: il.


FELDMAN, F.; SCHELMAN, J. Andy Warhol's Prints, a Catalogue Raisonée 1962-1987. Third Ed. Munich - New York: Shellman Verlag, Ronald Feldman Fine Arts Inc. 1985. 1989. 1997. 143p., il. color 24,5 x 30 cm
 
 
 
SCHWARCZ, A. The Complete Works of Marcel Duchamp. Revised and expandede ed. Vol. one: the text; vol. two:: the Plates, The Souce Material: Critical Catalogue Raisonné,; elements of a descriptive Bibliography of Duchamps´s writings, lectures, translations and interviews; Bibliography, 1969-95; Exibition History, Index. London: Thames & Hudson. New York: Delano Greenidge, 1997. 2 v. (VII, 974p.): il., 26 x 33 cm.
 
 
WALTHER, I.; F., METZGER, R. Van Goghthe complete paintings:. Arles, February 1888. Auvers-sur-Oise, July, 1890. Cologne: Benedikt Taschen, 1993. 02 v., 740p.: il. color. 19 x 24 cm.
            
            
DICIONÁRIOS E ENCICLOPÉDIAS:
BENBOW-PFALZFGRAFF, T.; BERGE, L.; COLLINS, D.; ELERT, N.; FERRARA, M.; HART, K.; MARZUKIEWICZ. M.; TYRKINS, M. International Dictionary of Modern Dance. With a preface by Don McDonald; contributing editor Taryn Benbowfalzgraff; contributing editor Glynis Benbow-Niemier. New York - London: St. James Press, 1998. 891p.: il., retrs.
 
BIRO, A.; PASSERON, R. Dictionaire général du surréalisme et ses environs.:sous la diréction de Adam Biro et René Passeron. Genève – Paris: Office du Livre et Presses Universitaires de France, 1982. 464p.: il.,  retrs.
 
 
BREUILLE, J-P. Le dictionnaire mondial de la photographie : la photographie des origines a nos jours. Sous la direction de Jean-Philippe Breuille. Paris: Larousse, 1994. 735p.: il., retrs. (Dictionnaires specialisés).

CHILVERS, I. The Concise Oxford Dictionary of Art and Artists. Edited by Ian Chilvers. Oxford: Oxford University Press, 1990. 517p. (Oxford reference)

CHILVERS, I. Dictionary of 20th century art. Edited by Ian Chilvers. Oxford: Oxford University Press, 1998. 670p. (Oxford reference)
 
DUDLEY, A; BADARSKY, D. The international Dictionary of Films and Filmmarkers. London: Papermac, 1984.

KENNEDY, M. The Oxford Dictionary of Music. Oxford: Oxford University Press, 1985.

PASSEK, J-L, GUILLEMOT, M. (Coord.). Larousse Dictionaire du Cinéma. Paris: Larousse, 1995. Larousse-Bordas, 1996.
RAPP, B.; LAMY, J-C. Dictionnaire de Films: 10.000 films du monde entier. Paris: Larousse, 1990.
 
SADOUL, G. Dictionnaire des Films: remis à jour par Émile Breton. Paris: Microcosme - Seuil, 1990. 352p., il., retrs. 12 x 18 cm. (Collection microcosme. Dictionnaires, v. 5).

SCHMIED, W.; WITFORD, F.; ZOLLNER, F. The Prestel Dictionary of Art and Artists in the 20th century. Munich – London - New York: Prestel, 2000. 383p.: il.

THOMPSON, K. A Dictionary of Twentieth-Century Composers1911-1971. London: Farber & Farber, 1973. 666p. 16,5 x24,5 cm.

TULARD, J. Dicionário de cinema: os diretores. Tradução de Moacyr.Gomes Júnior. Porto Alegre: L & PM, 1996. 695p.

WARESQUIEL, E.; JAVI, P.; LANDIN, B. Le siécle rebelle: Dictionnaire de la Contestation au XXe Siécle. Paris: Larousse – Bordas/ Her, 1999.

LIVROS.
 
 
ADES, D. The Latin American Spirit. Art and Artists in the United States, 1920-1970. New York: Harry N. Abrams, 1988.

 
ADES, D.; BRETT, G.; CATLIN, S. L.; O'NEILL, R. Arte na América Latina, a era moderna, 1820 -
1980. São Paulo: Cosac e Naif, 1997.

 
ARCHER, M. Art since 1960. London: Thames and Hudson, 2002.(world of art).

 
ARGAN, G. C.; VINCA-MASSINI, L. (Biogr.). Arte Moderna. Tradução de Denise Bottman; Federico Carotti. São Paulo: Editora Schwar(cz, 1992.

 
ARNASON, H.H.; PRATHER, M.; WHEELER, D. History of Modern Art. 4TH ed. New York: Harry N. Abrams, 1998.

 
BAKER, K. Minimalism, Art of Circunstance. New York: Abeville, 1988.

 
BARROS, L. de; BANDEIRA, J. (Cur., textos). ARTE CONCRETA PAULISTA. Grupo noigandres. São Paulo: Mariantonia – USP, Cosac e Naify, 2002.

 
BEHAR, H. Sobre el Teatro Dada y Surrealista. Traducción de José Escué. Barcelona: Barral, 1971.

 
BELGRAD, D. The Culture of Spontainety. Imporvisation and the Arts in Postwar America. Chicago - London: The University of Chicago Press, 1998.

 
BOCOLA, S.; SHELBERT, C. The Art of Modernism. Art, culture and society from Goya to the present day. Translated by Nicholas Levin. Edinburgh: Fiona Elliot. Munique: Prestel - Sandro Bocola, 1999.

 
CHADWICK, W. Les femmes dans le mouvement surréaliste. Paris: Chêne, 1986.

 
CORTENOVA, G. Picasso. Paris: Grund, 1991.

 
DAIX, P. Le Cubisme de Picasso. Neuchatel: Îdes et Calendes, 1979

 
DROSTE, M. Bauhaus. Köln: Bauhaus Archiv, Taschen, 1993.

 
EISENSTEIN, S.; MARSHALL, H. (Pref.).Memórias imorais, uma autobiografia.  Tradução de Carlos E. M. de Moura. São Paulo: Herbert Marshall, Cia das Letras, 1987.

 
FONTANA, R.; CAÇÃO, R. O Corpo Aprendiz. Apud: RUBIO, K.; CARVALHO, Y. M. (Orgs.). Educação Física e Ciências Humanas. São Paulo: Hucitec, 2001.

 
GIBSON, M. Duchamp Dada. Paris: N.E.F. Casterman, 1991.

 
GIDAL, P. Andy Warhol. The Factory Years. Films and Paintings. London: Studio Vista, 1971. New York: Da Capo Paperback, 1991.

 
GOLDBERG, R. Performance Art, from Futurism to the Present. London: Thames and Hudson, , 2001.(world of art)

 
GOLDBERG, R.; ANDERSON, L. (Pref.). Performance: live art since 1960. New York: Harry N. Abrams, Inc., 1998.

 
GROPIUS, W.; GROPIUS, I.; BAYER, H. Bauhaus, Weimar, 1919-1925. Dessau, 1925-1928. Boston: Herbert Bayer, Charles T. Brandford, 1952.

 
GROPIUS, W.; SCHLEMMER, O.; MOHOLY-NAGY, L.; FARKAS, M. The Theater of the Bauhaus. London: Eyre Methuen, 1965.

 
HAGER, B. Les Ballets Suedois. Translated by Ruth Sharman. London: Thames and Hudson, 1990.

 
HUGHES, R. American Visions, The Epic History of aAt in America. New York: Alfred A. Knopf, 1987.

 
KLEIVER, B. The International Avant-Garde. America discovered. Vol. 5. Milano: Galeria Schwarcz, 1964.

 
KOVTUN, I.Mikhail Larionov, 1881 – 1963. Cronicle of the artist's life and work. Translated by Paul Williams. Bournemouth (UK): Parkstone Press, 1983.

 
LÉVÊQUE, Jean-Jacques. Le Triomphe de L'Art Moderne. Les Anées Folles. Paris: A.C.R. / Éd. Internationalles, 1992.

 
MEDINA, J. P. S. Reflexões Sobre o Corpo. Apud: SUBIRÁ, J. P. O Brasileiro e Seu Corpo: Educação e Política do Corpo. Campinas: Papirus, 1990.

 
MILNER, F. Van Gogh. London: PRC Publishing ltd., 1991.

 
NEIRA, M. G.; NUNES, M.L.F. Cultura e Cultura corporal. Apud: Pedagogia da Cultura Corporal: Crítica e Alternativas. São Paulo: Phorte, 2006.

 
NÉRET, G. Erotique de L'Art. Cologne: Taschen, 1993.

 
PICASSO, P.; LEIRIS, M.; BERNADOC, M. L. (Org.); PIOT, C. (Introd.). Picasso, Collected Writings. Translated by C. Volk. New York: Abeville, 1989.

 
PICASSO, P.; CORTENOVA, G. (Colab.); DOLL, C (Adapt.). Picasso. Paris: Grund, 1991.

 
PIERRE, J. El futurismo y el dadaismo. Madrid: Aguilar, 1968.

 
POMORSKA, K. Formalismo e Futurismo. Tradução de Sebastião Uchôa Leite. São Paulo: Perspectiva, 1993.

 
REY, A. Eric Satie. Paris: Seuil, 1974

 
RICHTER, H.; HAUPTMANN, W. (Post-Scriptum). Dada art & anti-art. London: Thames & Hudson, 1965.

 
RICHTER, H. Dadá Arte e Anti-arte. Tradução de Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

 
RODRIGUEZ-AGUILERA, C. Picasso de Barcelona. Traduction de R. Marrost. Paris: Cercle d'Art, 1975.

 
SANT´ANNA, D. É Possível Realizar uma História do Corpo? Apud: SOARES, C.L. Corpo e História. Campínas: Autores Associados, 2001.

 
SHATTUCK, R. Les Primitifs de L'Avant Garde: Henri Rousseau, Erik Satie, Apollinaire. Traduction de Jean Borzie. Paris: Flammarion, 1997.

 
SHEAD, R. Ballets Russes. Secaucus, New Jersey: Quarto Book, Wellfleet Press, 1989.

 
SILVA, A. M. Corpo e Diversidade Cultural. São Paulo: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 23, n. 1, set. 2001.

 
TRETIAK, P.; TAYLOR, R. Warhol's America. London: Thames and Hudson, 1997.

 
 TEXTOS PUBLICADOS EM ANUÁRIOS, BULETINS, CONVITES E CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÕES, FOLHETOS DE MOSTRAS, JORNAIS, REVISTAS, PROGRAMAS DE CINEMA, DE DANÇA E DE MÚSICA, VÁRIAS PUBLICAÇÕES.


AMARAL, G. Um Balé Antropofágico. Apud CATÁLOGO. Fantasia Brasileira. Antropofagia nas Artes Cênicas. São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC São Paulo - XXIV Bienal de São Paulo, 1998.

 
BARBOSA, A.M. A Cumplicidade com as Artes. Apud: Apud CATÁLOGO. Fantasia Brasileira. Antropofagia nas Artes Cênicas. São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC São Paulo - XXIV Bienal de São Paulo, 1998.
 
 
CATÁLOGO. ADES, D.; SYLVESTER, D.; COWLING, E. Dada and Surrealism Reviewed. London: The Authors and The Art Council of Great Britain, Hayward Galleries, 1978.

 
CATÁLOGO. ATTI, F. C. degli, Daniela Ferretti (Org.). Russia, 1900 - 1930, L'Arte della Scenna. Milão: Electa. Moscou: Museu Bachrusín, 1990.

 
CATÁLOGO. BARBOSA, A.M. Catálogo Geral de Obras 1963-1993. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Fundação Bienal, 1993.

 
CATÁLOGO. BARBOSA, A. M.; D’HORTA, V.; QUEIROZ, T. A. P. de ; BRANCO, M. I. R.; SANTOS, C. M.; SEGAWA, H.; TEIXEIRA, M.; TONI, F. C.; VALIM JÚNIOR, A. R.. Fantasia Brasileira. O Balé do IV Centenário. Antropofagia nas Artes Cênicas. São Paulo 1953 - 1955. São Paulo: SESC São Paulo - XXIV Bienal de São Paulo. SESC - Belenzinho, 1998.

 
CATÁLOGO. BAYER, H.; HOCH, H. P.; BITTERBERG, K. G. R Bauhaus. Stuttgart: Instituto Cultural de Relações Exteriores, 1974.

 
CATÁLOGO. BOZO, D.; FRIEDMAN, M.; ROSEMBLUM, R.; PENROSE, R. Picasso. Paris: Musée Picasso. Minneapolis: Walker Art Center, 1980.

 
CATÁLOGO. Cinema Russo e Soviético. Cinemateca Brasileira.nas manifestações cinematográficas da VI Bienal de São Paulo. São Paulo: Museu de Arte Moderna, Gosfilmfond, Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, 1961 / 1962.

 
GASSNER, H The Constructivists: Modernism on the way of Modernization. Apud: CATÁLOGO. KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I.; WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia. The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.

 
CATÁLOGO. HERZOGENRATH, W. 50 Jahre Bauhaus. Stuttgart: Instituto Cultural de Relações Exteriores, 1974.

 
CATÁLOGO. HOPPS, W.; DAVIDSON, S.; BROWN, T.; FINE, R.; KLEVER, B.; MARTIN, J.; KRAUSS, R.; PAXTON, S.; SPECTOR, N. Robert Rauschenberg, Retrospective. New York: Charles F. Stuckey - Guggenheim Museum, 1997.
 
 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs.

 
CATÁLOGO. Joseph Beys. Paris: Paris: Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, 1994.

 
CATÁLOGO. Joseph Cornell / Marcel Duchamp...in resonance. Houston: The Menil Foundation, 1999. Cantz Verlag, 1999.

 
CATÁLOGO. KASS, D. The Warhol Project, January 28 – April 8. Greenboro (NC): Weatherspoon Art Gallery, University of North Carolina, 2000.

 
CATÁLOGO. KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I.; WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia. The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.
 
 
CATÁLOGO. LANCHNER, C.; HAUPTMANN, J.; OFRAN, M. Fernand Léger. New York: MOMA- Museum of Modern Art, Harry N. Abrams, 1998.

 
CATÁLOGO. La Vanguardia Rusa, en las colleciones de los museos rusos, 1905 - 1925. Madrid: Fundación Central Hispano, 1993.

 
CATÁLOGO. Le Sexe dans l'art, Feminimasculin. Paris: Éditions du Centre Georges Pompidou,  1995.

 
CATÁLOGO.LODDER, C.; MILNER, J.; DJAFAROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905 - 1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993.
 
 
CATÁLOGO. Lygia Clark. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1999.

 
CATÁLOGO. OITICICA Filho, César (Cur.). Além do espaço. Hélio Oiticica. Havana – Rio de Janeiro: Bienal de Havana - Centro de Arte Helio Oiticica, 2000.

 
CATÁLOGO. PHILLIPS, L. The American Century, Art and Culture in America, 1950-2000. New York: The Whitney Museum of American Art - W.W. Norton & Co, 1999.

 
CATÁLOGO. Robert Morris. Recent felt pieces and drawings, 1996 - 1997.

 
CATÁLOGO. Surrealismo, Cinema e Vídeo. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2001.

 
D'HORTA, V. Artistas Plásticos no Balé IV Centenário. Apud: Fantasia Brasileira. Antropofagia nas Artes Cênicas, São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC São Paulo - XXIV Bienal de São Paulo. SESC - Belenzinho, 1998.

 
FOLHETO. HENDRICKS, J. (Cur.). Banco do Brasil Apresenta: O que é Fluxus? O que não é! O porquê. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, The Gilbert and Lila Silverman Fluxus Collection Foundation, 2002.

 
FRY, E. Cubism, 1907 - 1908. Paris: Art Bulletin, n. XLVIII, mars, 1966.
 
 
LISTAGEM GERAL DE OBRAS. Mostra do Surrealismo. Rio de Janeiro: CCBB, 2001.

 
LODDER, C. El arte de vanguardia en Russia, experimento e innovación. Apud: CATÁLOGO. La Vanguardia Rusa, 1905 - 1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF,
 
 
LODDER, C. The Transition to Constructivism. Apud: CATÁLOGO. KRENS, Thomas; GOVAN, Michael; GUSEV, Vladimir; PETROVA, Evgeniia; KOROLEV, Iuri; WEBER, Jurgen; GRASSNER, Hubert; LODDER, Christina. The Great Utopia. The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.

 
LYNTON, N. London Letter. Zurich: Art International, n. V / 10, Christmas, 1961.

 
MILNER, J. Arte, Guerra y Revolucion. Apud: CATÁLOGO. La Vanguardia Rusa, 1905 - 1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993.

 
RIBEIRO, M. I. B. (Biogr.) Apud: CATÁLOGO. Fantasia Brasileira. O balé do IV Centenário. Antropofagia nas Artes Cênicas, São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC Belenzinho - XXXIV Bienal de São Paulo, 1998.

 
RICHTER, H.;KUNZ, B. Dadá 1916-1966. Documentos do Movimento Dadá Internacional. Colônia - Porto Alegre - Munique: Instituto Goethe, 1984.

 
VALIM JR., A. R. Ballet IV Centenário: Emoção e Técnica. Apud: CATÁLOGO. Fantasia Brasileira. Antropofagia nas Artes Cênicas, São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC São Paulo, XXIV Bienal de São Paulo, 1998.

 
 


PERFORMANCES (EUROPÉIAS) (Munique, princípio do século; BAUHAUS, Weimar e Dessau, Alemanha, 1901-1933).

 
Os artistas plásticos, atores e cantores haviam encontrado um meio de apresentar suas performances nos cabarés, na ativa vida noturna das cidades alemãs, especialmente em Munique e Berlim. Os bares e cafés, como o Simplicissimus (Munique), nome homônimo da revista de sucesso publicada na cidade (1895-1944), foram o ponto de reunião dos boêmios, artistas, poetas, escritores e atores. Na época discutiam-se nos cafés assuntos do dia a dia; e, nos diminutos palcos dos cabarés, apresentavam-se mágicos, cantores, dançarinos e atores, com suas apresentações de natureza satírica e cômica. Entre as mais conhecidas, verdadeiro sucesso de escândalo, as de Benjamin Franklin Wedekind. O artista surgiu neste contexto como o maior dos provocadores, abordando nas suas performances assuntos proibidos, e praticando atos libidinosos, de natureza sexual. O artista recebeu vários adjetivos como grande libertino, explorador anti-burguês da sexualidade, além de ameaça à ordem pública. Wedekind atraíu grande público aos cafés nos quais se apresentou somente quando se encontrava descapitalizado para a montagem das próprias peças nos teatros da cidade (v. biografia).


Depois dessa fase na vida alemã, o mais importante performático foi Oskar Schlemmer, que apresentou sua primeira obra no teatro (Weimar, 1915), e se tornou Mestre da Performance na Bauhaus. A performance de Schlemmer, Meta ou lugares da Pantomima, foi apresentada na escola (1924), e, no verão, no Ilm Chalet Gasthaus. A fotografia dessa obra encontra-se publicada (GOLDBERG, 1979). A performance Circus, de Xanti Xavinsky, com ele e Herbert von Fritsch (Georg René Halkett), foi apresentada na Bauhaus: a fotografia da obra se encontra reproduzida (GOLDBERG, 1979). As obras performáticas O Homem e a Máquina e _______________________[Die Abeuteuer des Kleinen Bucklingen] de Kurt Schmidt, sendo a segunda inspirada nas idéias de Heinrich von Kleist do livro Sobre o  Teatro de Marionetes [Über das Marionettenteather] foi encenada por ele e Toni Hergt com direção de Ilse Fehling; sua fotografia se encontra reproduzida (GOLDBERG, 1979).
 
 
Em Dessau, onde o arquiteto Walter Gropius construiu o teatro para a Bauhaus, foi apresentada a performance de Oscar Schlemmer, Dança Mímica II, por ele, Werner Siedhoff e Lothar Kaminsky. A fotografia de Siedhoff se encontra reproduzida (GOLDBERG, 2001). A fotografia de Siedhoff com Schlemmer, e Kaminsky na Dança Mímica II, se encontra reproduzida (GOLDBERG, 2001); a fotografia dos três performáticos atuando em conjunto se encontra reproduzida no catálogo da Bauhaus (Rio de Janeiro, MAM, 1976). A performance de O. Schlemmer, Dança das Caixas, foi apresentada por ele e W. Siedhoff no palco do Teatro da Bauhaus: essa obra, com cenário Construtivista, tem sua fotografia reproduzida (GOLDBERG, 2001). A pantomima Farsa da Escada [Treppenwitz] performance de W. Siedhoff, Andor Weininger, Wolfgang Hildebrandt e O. Schlemmer, sendo Weininger a figura vestida com o figurino do Palhaço musical, tem sua fotografia reproduzida (Catálogo da Bauhaus; GOLDBERG, 2001). A performance de O. Schlemmer Dança com Varas foi encenada por Manda von Kreibig: sua fotografia se encontra reproduzida no catálogo da Bauhaus (v. listagem das principais performances do século XX e Referências Bibliográficas acima).
 

sexta-feira, 15 de março de 2013



 
PERFORMANCES:
 
Rei Nicoló Benjamin F. Wedekind 1901, teatro particular, Munique

O Livro de Pandora, Benjamin F. Wedekind 1904, censurado, Munique

O Livro de Pandora, Benjamin F. Wedekind 1904, no teatro, Viena

Hidalla, Benjamin F. Wedekind 1905, teatro em Munique


 
HISTÓRIA DAS PERFORMANCES  NO SÉCULO XX. BIOGRAFIA:  WEDEKIND, Frank; Benjamin Franklyn Wedekind (1864-1918).


 
 
 
O dramaturgo e ator performático Benjamin Frank Wedekind foi o primeiro a inaugurar a Performance no século XX, considerando esta ação como ato teatral, encenado no palco ou em outro local, sempre na frente do público espectador.

 
Depois vários meses passados na prisão por violação da censura e de curto exílio temporário voluntário em Paris, Wedekind escreveu uma das mais famosas sátiras sobre a vida na cidade de Munique, O Marquês von Keith [Der Marquis von Keith], que ele apresentou no teatro. A peça foi comemorada pelo público com muito riso irônico e grande sucesso. Foi então que Wedekind escreveu Rei Nicoló ou Esta é a Vida (König Nicolò, oder So ist das Leben, 1901), argumento que envolvia suposto rei que, tendo falhado em seu reinado, tornou-se uma espécie de bobo da corte que entretinha o usurpador de seu próprio trono. Esta foi mais uma das peças de Wedekind censurada pelos oficiais do Kaiser Guillerme II da Prússia; seus editores também censuraram-no e cortaram textos das peças publicadas.


Wedekind produziu então seu maior sucesso, a peça O Livro de Pandora (Die Büchse der Pandora, 1904), que encenou em Munique. A peça foi censurada, o que levou Wedekind a ser novamente processado, o que, por sua vez, elevou sua popularidade entre seu público. O diretor Hugo Ball, que nesta época frequentava o Café Simplicissimus, comentou que a vida da cidade revolvia-se inteiramente em torno do teatro. Para fugir de mais uma temporada na prisão, Wedekind saiu da Alemanha, e levou aos palcos austríacos esta peça teatral (Viena, 1904). No ano seguinte, Wedekind escreveu Hidalla (1905): uma fotografia do artista atuando nesta peça encontra-se publicada (GOLDBERG, 1989).


 
Wedekind tornou-se crítico mordaz das elites de sua época e, por este motivo, foi incensado pelas vanguardas no mesmo período. O artista criou performances radicais em palco intimista, inclusive, segundo comentário de Hugo Ball, publicado (GOLBERG, 1989), ele produziu apresentações nas quais urinou e masturbou-se no palco. Na época, a moral germânica estava acorrentada aos preceitos morais e religiosos dominantes do Protestantismo, que fez com que as constantes proibições da censura às peças de Wedekind fizessem aumentar ainda mais a popularidade do artista. As peças controversas, censuradas durante a vida do autor, tornaram Wedekind excluído, marginal, na época em que o papel do artista na sociedade alemã era considerado insignificante.


REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
 

GOLDBERG, R. Performance Art: from Futurism to the Present. London: Thames and Hudson 1989,2001. 206 p., il,. algumas color.,pp. 50-54. 15 x 21 cm. (world of art).



GOLDBERG, R.; ANDERSON, l. (Foreword). Performance: live art since 1960. New York: Harry N. Abrams, 1998. 240p.: il,. pp. 65, 77. 26 x29 cm.

segunda-feira, 4 de março de 2013

ARTE CORPORAL E DE MOVIMENTO:

ARTE CORPORAL [BODY ART], DANÇA, ACONTECIMENTOS [HAPPENINGS] E PERFORMANCES.



1.0 O que é o corpo? Como podemos defini-lo?



2.0 O que é Cultura?

 
 
3.0 O que é a Arte Corporal? O que é Happening? O que é Performance? O que é Dança ou Arte do Movimento?
 
 

4.0 Pequena história da Arte Corporal no século XX.

 
 
5.0Performances na América à partir da década de 1950.

 
 
6.0 Arte Corporal na América na década de 1960.


7.0 As Performances européias.

 
8.0 Conclusão.
 
 
 
9.0 ANEXO 01: Listagem dos principais Movimentos e Grupos da Arte citados acima.

10.0 ANEXO 02: Listagem dos principais Eventos Performáticos Futuristas, Dadaístas e realizados na Bauhaus, entre outros.

 
11.0 Referências Selecionadas  (v. acima).