sábado, 8 de fevereiro de 2014

BIOGRAFIA: SOFFICI, Ardengo (1879-1964).

 
BIOGRAFIA: SOFFICI, Ardengo (1879-1964).


O artista nasceu em Rignano sull' Arno (Toscana), na região ao sul do rio Arno e morreu em Poggio (Itália). Soffici estudou Desenho de Nu Artístico na Academia de Belas Artes (Florença); ele viajou à Paris para visitar a Exposição Universal (1900). O artista permaneceu vivendo na cidade luz durante sete anos; ele sobreviveu como ilustrador e desenhista, trabalhando para publicações semanais como Le Rire, La Plume, L'Assiette au Beurre e La Révue Blanche [O Riso, A Pluma, O Guardanapo Amanteigado e A Revista Branca]. Soffici foi amigo de escritores e artistas plásticos como Léon Bloy, Pablo Picasso e Guillaume Apollinaire, entre outros. O artista plástico e escritor enquanto viveu em Paris passou temporadas anuais na Itália; depois que voltou a viver no seu país natal, ele inverteu a rota e passou frequentes temporadas em Paris.


Soffici passou a desenhar para as revistas Il Leonardo [O Leonardo] (1903-) e La Voce [A Voz] (1908-1916): para este último periódico ele escreveu seu primeiro artigo sobre Paul Cézanne, seguido de outros textos sobre arte e literatura francesa. A revista pregou a renovação da arte e da cultura italiana e combateu o misticismo; nela Soffici disputava a primazia intelectual, concorrendo com textos do futuro editor da Lacerba, Giovanni Papini (1881-1966) e de Giuseppe Prezzolini (1882-1982), grandes animadores da revista florentina.



O artista organizou a mostra dos Impressionistas franceses em Florença e tornou-se personalidade bastante polêmica, mas muito influente na cultura italiana. O artista visitou a dita, Exposição Internacional de Arte Livre (Milão, 1911), organizada por F. T. Marinetti, pai do Futurismo italiano. Soffici atacou a mostra no seu artigo Arte Livre e Pintura Futurista [Arte libera e pittura futurista], publicado em outra revista das vanguardas florentinas (15 jun., 1911). A polêmica foi estabelecida com os Futuristas e gerou réplica, exposta na reunião dos escritores do grupo italiano realizada no Giubbe Rosso, onde, após acalorada discussão sobre arte, as desavenças acabaram em generalizada pancadaria. Soffici, que manteve inicialmente atitude contrária aos Futuristas, mudou de lado e aderiu ao grupo italiano, quando suas obras participaram da primeira Mostra Futurista Livre (Milão, 1912), organizada por Marinetti, quando ele apresentou 09 pinturas; e suas obras participaram da exposição Os Pintores e Escultores Futuristas Italianos, realizada em Roterdã (Holanda, 1912); e suas obras também participaram do dito, Salão de Outono Alemão [Erster Deutscher Herbstsalon], organizado por Herwart Walden na Galeria da Tempestade (Berlim, 1913). As pinturas de Soffici participaram da mostra dos Futuristas realizada na Galeria Sprovieri (Roma, 1914); em outra exposição coletiva do grupo, realizada nas Galerias Doré (Londres, 1914), entre outra mostra na filial da dita, Galeria Futurista, de Giuseppe Sprovieri (Nápoles, 1914). Na época, Soffici produziu obras associadas à estética do Cubismo, consideradas como suas melhores obras: entre estas as naturezas-mortas ditas, Decomposições e as Sínteses das Paisagens, nas quais Soffici aplicou as teorias de Paul Cézanne.



Soffici participou da Grande Serata Futurista [Grande Noitada Futurista], juntamente com F. T. Marinetti (1876-1944), Paolo Buzzi (1874-1956), Aldo Palazzeschi (1885-1974), Luciano Folgore (1888-1966) e Giuseppe Balila Pratella (1880-1955), entre outros, realizada no Teatro Costanzi (Roma, 1913). Soffici continuou publicando seus artigos sobre os artistas de seu tempo e viajava frequentemente para a capital francesa onde se encontrava com seu dileto amigo que lá vivia, Gino Severini (1883-1966). Foi iniciada a publicação da revista Lacerba (Florença, 1913-1915), com a qual Soffici colaborou, bem como seu amigo Ottone Rosai (1895-1957), entre outros. A publicação foi reconhecida pela crítica européia como a mais importante revista das vanguardas, na qual vários artistas franceses publicaram textos importantes. A Lacerba patrocinou a noite artística Futurista, no Teatro Verdi (Florença); e, a mostra dos pintores do grupo da qual participaram obras de G. Balla, U. Boccioni, C. Carrà, L. Russolo e A. Soffici, organizada no salão da biblioteca da publicação (Florença, 1913). Giovanni Papini (1881-1966) publicou artigo em Lacerba (15 fev., 1914) que provocou réplicas de U. Boccioni e também de Soffici. O Almanaque Purgativo de Lacerba foi publicado com contribuições de Soffici, que lançou livros como Cubismo e Futurismo (Florença, 1915); ele lançou a nova edição revisada de seu primeiro livro, Cubismo e Outros (1913) e ainda Palavras em Liberdade, título similar ao do livro de F. T. Marinetti, quando ele publicou seus desenhos tipográficos Ink Well (1914); Arlecchino (Arlequim); BIF & 2F + 18 Simultaneitá e Chimismi lirici (1915). No entanto, as ligações de Soffici com os escritores e artistas plásticos Futuristas, ficaram estremecidas antes do início da fase fascista do dito, Marinettismo italiano (abr., 1914).



O artista e escritor viajou para Paris onde publicou seu poema Masque [Máscara] na revista editada por Guillaume Apollinaire (1888-1918), Les Soirées de Paris [As Noites de Paris] (Paris, 1912-1914). No número de Lacerba (14 fev., 1915), o escritor rompeu definitivamente seus laços com o grupo dos Futuristas. No entanto, segundo declarou FABRIS (2003), a revista Rete mediterrânea (mar. – dez., 1920), publicou em vários números opiniões ambivalentes quando não contraditórias de Soffici sobre o Futurismo. No artigo Dichiarazione preliminare, abertura do primeiro número da revista citada, o escritor se reconheceu como integrante do Futurismo e escreveu seu mea culpa de natureza pessoal. Durante a I Guerra Mundial Soffici serviu ao exército italiano; mas, diferentemente dos Futuristas U. Boccioni e do arquiteto Antonio Sant'Elia, que perderam a vida durante o conflito, ele sobreviveu.

Soffici marcou presença na Sala Especial Futurismo, com curadoria de Umbro Appolonio na II Bienal Internacional (São Paulo, 1953). O artista expôs três pinturas: Uma Pobre (1913, óleo/ tela, 65 x 48 cm, coleção Gianni Mattioli, Milão); Tipografia (1914, pintura, colagem, 54 x 65 cm, coleção Frua de Angeli, Milão) e Frutas e licores (1915, óleo/ tela, 65 x 54 cm, na coleção Gianni Mattioli, Milão).



 

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:



CATÁLOGO GERAL. II Bienal do Museu de Arte Moderna. São Paulo: EDIAM, 1ª edição, dez., 1953, p. 219.

 
 

CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 577.


 

 

DICIONÁRIO.SCHMIED, W.; WITFORD, F.; ZOLLNER, F. The Prestel Dictionary of Art and Artists in the 20th century. München – London - New York: Prestel, 2000. 383p.: il., pp. 332-333.
 

 


FABRIS, A. Photomontage as political function. São Paulo: 2003, pp. 107-108. 

BIOGRAFIA: PAPINI, Giovanni (1881-1966).



BIOGRAFIA: PAPINI, Giovanni (1881-1966).



 
Papini nasceu e morreu em Florença; o escritor tornou-se um dos mais influentes intelectuais italianos. O autodidata Papini conseguiu influir no clima cultural de seu país devido às suas publicações, à partir do início do século, pois ele publicou juntamente com Giuseppe Prezzolini a revista Il Leonardo [O Leonardo] (Florença, 1903-1907).


 
A primeira obra publicada de Papini foi seu livro de anti-filosofia, Crepúsculo dos Filósofos [Crepuscolo Dei Filosofi] (1905), um dos textos inspiradores do movimento Futurista. No mesmo ano Papini escreveu uma série de ensaios, pesquisando seu sistema pessoal voltado para a estética Futurista, que ele mais tarde detalhou no livro Crítica [Stroncature] (1916). Papini manteve debate polêmico com o artista plástico e teórico da arte Umberto Boccioni, em textos publicados na revista Lacerba (Florença, 1913-1915). Boccioni publicou inicialmente o ensaio Palavras em Liberdade (1º fev., 1914); no número seguinte da revista, Papini publicou O Cerco se Fecha [Il cerco si chiude], quando defendeu a arte como criação.

Papini tornou-se um dos críticos mais importantes do movimento Futurista, pois ele publicou vários artigos, juntamente com Ardengo Soffici: Lacerba; e O Futurismo e Lacerba (dez., 1914), que anunciaram o seu futuro abandono da filiação ao grupo dos Futuristas, que ocorreu alguns meses mais tarde (fev. – mar., 1915). Outro artigo de Papini, este juntamente com Aldo Palazzeschi, foi Futurismo e Marinettismo (14 de fev., 1915), da série depois reunida no livro A Experiência Futurista [L' experienza futurista] (1919). A monografia sobre Papini foi apresentada por Cândido da Motta Filho no livro Giovanni Papini, um Homem Acabado (São Paulo, 1945).
 
 
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:



 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 439, 534.
 
 
 
FABRIS, A. Photomontage as political function. São Paulo: 2003, pp. 100-106.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SINCROMISMO [SYNCHROMISM] (Paris, 1912-; Munique, 1-30 junho, 1912; Berlim, Salão de Outono Alemão, 1913; Nova York, 1917).



SINCROMISMO [SYNCHROMISM] (Paris, 1912-; Munique, 1-30 junho, 1912; Berlim, Salão de Outono Alemão, 1913; Nova York, 1917).



Destaques: MACDONALD Wright, Stanton e Morgan RUSSELL.





Esse movimento partiu de dois artistas norte-americanos que estudavam em Paris: quando Stanton MacDonald-Wright (1890-1973) foi viver na cidade-luz, ele conheceu seu compatriota, Morgan Russel (1886-1953). MacDonald-Wright estudou na Escola Nacional Superior de Belas Artes, na Academia Julian e na Universidade Sorbonne. O artista formou com Morgan Russel, e seu colega Thomas Hart Benton (1889-1975), o Grupo (Internacional) do Sincromismo Americano na Europa e América. Benton desisitiu da participação no grupo; quando voltou aos Estados Unidos tornou-se um dos mais destacados muralistas americanos.

 
 As pinturas do grupo foram obras Abstratas, que receberam influência direta do Orfismo (Paris, 1912-1915, v.), de Robert Delaunay (1885-1945), nomeado por Guillaume Apollinaire (1880-1918); e do Futurismo italiano, que chegou com grande estardalhaço a Paris. As primeiras pinturas de Russell e MacDonald-Wright participaram do Salão dos Artistas Independentes (1913); e da primeira mostra Sincromista [Synchromiste] na Galeria Bernheim-Jeune (Paris, 1912). As pinturas de ambos participaram da Mostra Sincromista, no Novo Salão de Arte Sincromista (Synchromisten - Der Neue Kunstsalon, Prannerstrasse 13, Munique, 01-30 junho, 1913); e da importante exposição coletiva, dita, Salão de Outono Alemão, realizado na Galeria da Tempestade [Der Sturm], de Herwarth Walden (Berlim, 1913).


Quando Stanton MacDonald-Wright voltou a viver em Nova York, ele se associou ao grupo das primeiras vanguardas norte-americanas lideradas por Robert Henri (1865-1929). As pinturas abstratas de MacDonald-Wright e Russel participaram da dita, Exposição da Armada [Armory Show] (Nova York, 1913); da mostra do Grupo do Realismo de Nova York [The NewYork Realists] e também da Mostra Forum dos Pintores Americanos Modernos [Forum Exibition of Modern American Painters](Nova York, 1916), selecionada por júri integrado por Robert Henri, pelo fotógrafo Alfred Stieglitz (1874-1946) e organizada com o crítico de arte Willard Huntington (irmão de MacDonald-Wright; HULTEN, 1986: 505).




MacDonald-Wright e Russel expuseram suas Abstrações Sincromistas na mostra realizada na Galeria 291, pertencente a Stieglitz, a única galeria norte-americana voltada para a estética das obras das vanguardas artísticas internacionais, no ano em que a instituição fechou as portas (Nova York, 1917). O grupo ganhou projeção internacional quando Stanton MacDonald-Wright e Morgan Russell apresentaram suas Abstrações na mostra coletiva Pintura Abstrata e Expressionismo na América [Abstract Painting and Expressionism in America], realizada no MoMA (Nova York, 1951).
 


REFERÊNCIAS SELECIONADAS:



CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L;. CAUMONT, J;.CELANT, G;. COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE; MARIA, L. DE; DI MILLIA, G.;FABRIS, A.;FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.;GREGOTTI, V.;LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.;MENNA, F.; ÁCINI, P.;RONDOLINO, G;. RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.;SILK, G.; SMEJKAI, F.;STRADA, V.;VERDONE, M.;ZADORA, S. Futurism and Futurisms.New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 505, 532.


FUTURISMO NA AMÉRICA (Nova York, 1911; 1916-1917).

 
 
FUTURISMO NA AMÉRICA (Nova York, 1911; 1916-1917).

 
No período anterior à Primeira Guerra Mundial F. T. Marinetti (1876-1944) reproduziu traduzido o seu principal manifesto, publicado como Manifesto Futurista [Futurist Manifesto] na revista norte-americana Current Literature (Nova York, ago., 1911). Nessa fase, alguns artistas norte-americanos viveram e estudaram em Paris, Stanton Macdonald-Wright (Stanton van Vranken, (1890-1973) e Morgan Russell (1886-1953), associados àquele que posteriormente ficou conhecido como Muralista e Regionalista americano, Thomas Hart Benton (1889-1975), formaram o movimento que nomeei Sincromismo Americano na Europa (Paris, 1912-; Berlim, 1913) e América (Nova York, 1913;1917). Esse movimento foi marcado por grande influência do Futurismo italiano e do Orfismo francês, movimento liderado pelo escritor e crítico de arte Guillaume Apollinaire (1880-1918) e pelo pintor Robert Delaunay (1885-1942). Na realidade, os artistas que se tornaram dos primeiros Abstracionistas norte-americanos, nunca se declararam influenciados ou identificados por estes movimentos.

A também pintora norte-americana Frances Stevens Simpson (1881-1961) viveu vários anos na Itália. Simpson foi artista influenciada pelo Futurismo, lançado por F. T. Marinetti. Simpson foi a única artista norte-americana cujas pinturas participaram da 1ª Exposição Internacional Futurista Livre, realizada na Galeria Sprovieri (Roma, 1914). Simpson voltou aos Estados Unidos e expôs suas obras em mostra individual na Galeria Brown (Nova York, 1916). A artista apresentou 21 pinturas com temática e influência Futurista. Ao que sabemos somente uma de suas pinturas sobreviveu ao tempo, por ter sido adquirida pelos colecionadores de arte de vanguarda, Louise e Walter Conrad Arensberg. Nessa obra de Simpson, intitulada Velocidade Dinâmica da Estação de Força Interborough Rapid Transit [Dynamic Velocity of Interborough Rapid Transit Power Station] (c. 1915), ela representou o movimento através da repetição de linhas dinâmicas que apresentavam ilusão espacial tridimensional. Nas suas obras do período Simpson utilizou vários temas figurativos, comuns aos Futuristas, referentes à maquinaria mecânica industrial. Recentemente descobriram algum material de Simpson, como fotografias e documentos que poderão lançar futuramente luz sobre esta pouco conhecida pintora, a única americana que expôs em mostra conjunta com os Futuristas italianos.
V. ABAIXO, REFERÊNCIAS SELECIONADAS PARA O FUTURISMO.

 

sábado, 25 de janeiro de 2014

FUTURISMO NAS ARTES: FOTOGRAFIA, FOTODINAMISMO, FOTOPERFORMANCE E AEROFOTOGRAFIA FUTURISTA.

 


 FUTURISMO NAS ARTES: FOTOGRAFIA, FOTODINAMISMO, FOTOPERFORMANCEE AEROFOTOGRAFIA FUTURISTA.

Destaques: BOCCIONI, Umberto e Anton Giulio BRAGAGLIA.





As primeiras fotografias experimentais das vanguardas européias, com a fotografia sendo vista como uma forma de arte foram obras do dito, Fotodinamismo Futurista. Os artistas do grupo, seduzidos pela nova era da máquina, buscaram representar o movimento e a própria sensação dinâmica, do automóvel entre outras máquinas como o aeroplano; e se interessaram pela Cronofotografia, criada e desenvolvida pelo cientista francês E-J. Marey (1830-1904), e pelo inglês que viveu na América, Eadweard Muybridge (Edward James Muggeridge, 1830-1904).



Essas pesquisas influenciaram a pintura de Giacomo Balla (1871-1958), professor dos artistas Futuristas italianos (v. Futurismo nas Artes: Pintura e Escultura) e as fotografias dos irmãos Bragaglia, Anton Giulio Bragaglia (1890-1960), Arturo Bragaglia (1892-1962) e Carlo Ludovico Bragaglia (1894-1998). Um termo criado por A. G. Bragaglia para as fotografias de movimento feitas com seu irmão Arturo, foi Fotodinamismo: os irmãos artistas desejavam se afastar da imobilidade da fotografia de objetos, e promover visualmente o movimento dinâmico através do meio fotográfico. As pesquisas dos irmãos, patrocinados por Marinetti, foram bem recebidas nos círculos intelectuais e fotográficos europeus, e, na década de 1920-1930 alguns procedimentos foram adotados por alguns grupos de vanguarda. Durante dez anos os irmãos Bragaglia elaboraram o dito, Fotodinamismo Futurista, a decomposição do movimento dentro do campo contínuo de desmaterialização da forma. Anton Giulio Bragagla publicou seu ensaio Fotodinamismo Futurista (1913), que Umberto Boccioni (1882-1916), artista do mesmo grupo, condenou em outro artigo publicado na revista Lacerba. Bragaglia, no seu texto publicado Fotodinamismo futurista (1911), que contém interessantes experiências fotográficas, ele, explicitamente opôs-se a idéia do cinema como a arte do movimento e negou as possibilidades estéticas da dita, Arte Cinematográfica.
 
Outros Futuristas empregaram diferentes métodos na Fotografia: na primeira fase do Fotodinamismo Futurista Umberto Boccioni produziu a fotomontagem Nós, Boccioni, na qual apareceram cinco imagens dele mesmo, visto em perspectivas diversas, perfeitamente integradas como se fôssem pessoas diferentes fotografadas conversando em roda, dispostas em círculo. Todas as imagens eram dele, o jovem Boccioni, visto nas diversas posições à partir da primeira imagem de suas costas, que se encontra em primeiro plano. Essa fotografia inusitada se encontra reproduzida (HULTEN, 1986: 154).


Marinetti tinha consciência do poder de propaganda das imagens fotográficas e distribuiu seus retratos maciçamente para a imprensa de sua época. O grupo dos Futuristas tentou subverter o retrato, produzindo séries de auto-retratos nos quais eles utilizaram gestos e expressões faciais marcantes a fim de externarem toda a extravagância teatralizada de suas personas. Depero foi um dos artistas que provocaram o expectador: o artista realizou para a câmera as primeiras Fotoperformances, desenhando sobre as fotografias e adicionando mensagens, letras e palavras.


Na dita, segunda fase da fotografia Futurista, participaram obras de outros artistas como Tato, o pintor, gravador e fotógrafo Guglielmo Sansoni (1896-1974), que publicou com Marinetti o Manifesto da Fotografia Futurista (1930, v. abaixo). Ivo Pannaggi (1901-1981) e Vinicio Paladini (1902-1971), entre outros, marcaram a ampliação das pesquisas da arte fotográfica incorporando técnicas que produziram a anamorfose das imagens, a sobreimpressão, a Fotomontagem e a figuração posada, entre outras. Pannaggi e Paladini, que eram aviadores e se dedicaram à fotografia aérea, a dita, Aerofotografia; a dupla publicou seu Manifesto da Arte Mecânica Futurista na revista Lacerba (Florença, 20 jan., 1922). Vários fotógrafos seguiram a estética da dita, Arte Mecânica, mais próxima do Surrealismo francês (1924-1966).


LISTAGEM: OS PRINCIPAIS MANIFESTOS, LANÇADOS INTERNACIONALMENTE PELO FUTURISMO ITALIANO. LISTAGEM EM ORDEM DATADA, 1909-1945.

 




LISTAGEM COMENTADA:
OS PRINCIPAIS MANIFESTOS,
LANÇADOS INTERNACIONALMENTE
PELO FUTURISMO ITALIANO.

LISTAGEM EM ORDEM DATADA, 1909–1945.

  
95 Manifestos Futuristas

foram lançados na Itália (1909-1945), sendo o primeiro Fondazione e manifesto dell´ Futurismo [Fundação e manifesto do futurismo] por Filippo Tommaso Marinetti (Milão, 10 jan., 1909). No mesmo ano o manifesto traduzido foi publicado no Jornal de Notícias (Salvador, Bahia, 30 dez., 1909); e, no ano seguinte, traduzido, foi publicado na primeira página do jornal francês Le Figaro (Paris, 20 jan., 1910). Nos Estados Unidos foi publicado na revista Current Literature (Nova York, ago., 1911). Foi Vadim Shershenievich quem traduziu para o russo este manifesto, na ocasião em que Marinetti visitou o país (São Petersburgo, fev., 1914). No Brasil o Manifesto Futurista Paulista foi lançado pelo escritor Brasil Gerson (São Paulo, 28 maio, 1922).


+11 Manifestos Futuristas lançados no exterior.
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106 Manifestos Futuristas


 
01. Proclama Futurista a los Espanholes,

de F. T. Marinetti, foi publicado na revista de Ramón Gómez de la Serna, Prometeo (Madrid, 1910).





02.Manifesto della Donna futurista
 
[Manifesto da Mulher Futurista] foi lançado pela poetisa e escritora Valentine Saint-Point (Paris, 25 mar., 1912). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, e publicado(HULTEN, et al., 1986: 602).    
 



03. La pittura futurista nel Belgio
[A pintura futurista na Bélgica] foi lançado por F. T. Marinetti (Bruxelas, Bélgica, 1912).
 




04. Manifesto futurista della lussuria
[Manifesto futurista da luxúria] foi lançado por Valentine Saint-Point (Paris, 11 jan., 1913). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês e publicado (HULTEN, et al., 1986: 504).   
 



05. Manifesto Futurista contra Montmartre
foi lançado por Felix Delmarle e publicado no Paris Journal (Paris, jul., 1913). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, e publicado (HULTEN, et al., 1986: 463). Foram três manifestos Futuristas lançados em Paris (n. 20, 25 e 29, da listagem abaixo).  
 



06. Il teatro di varietà
[O Teatro de Variedades], foi assinado por Ettore Petrolini e F. T. Marinetti, lançado (1º out., 1913) e publicado no Daily Mail (Londres, Inglaterra, n. 22, 1913) e na revista de Almada Negreiros, Portugal Futurista (Lisboa, 1917).




07. Manifesto Futurista
(russo), foi assinado por F. T. Marinetti e Georgy Yaculov quando o escritor italiano visitou a Rússia e proferiu palestras a convite de Nicolai Kulbin no cabaré Brodiacaia Soboka [Cachorro Viralata] (São Petersburgo, 01-04 fev., 1914).
 
08. Vital English Art: Futurist Manifest
 
[ArteInglesa Vital: Manifesto Futurista] foi assinado por F. Marinetti e pelo pintor inglês Christopher Nevinson e publicado no jornal The Observer (Londres, 1914). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, publicado (HULTEN, et al., 1986: 529).

 
09. Manifesto da Arte Cerebral [Manifesto de l´Art Cérebriste],

de Ricciotto Canudo publicado no jornal Le Figaro (Paris, 1914).
 

10. Contra a arte inglesa (Contro l´arte inglese),
 
lançado por F. T. Marinetti (1914).


11.Manifesto Futurista Paulista




lançado pelo escritor Brasil Gerson (São Paulo, 1922).
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11 Manifestos Futuristas
foram encontrados, entre os vários manifestos publicados no exterior: certamente existem outros não relacionados na listagem.

 

 
 

N./ TÍTULO/ AUTOR(ES)/ LOCAL ONDE FOI PUBLICADO INICIALMENTE/ DATA
01. Fundação e Manifesto do Futurismo [Fondazione e manifesto dell´ Futurismo],

por Filippo Tommaso Marinetti (Milão, 10 jan., 1909). Esse Manifesto do Futurismo foi publicado na revista Poesia: Edizzione Futuristi di Poesia (nos. 01 02, 1909); na primeira página do jornal Le Figaro (Paris, 20 fev., 1909); e no Jornal de Notícias (Salvador, BA, 30 dez., 1909). Esse Manifesto se encontra reproduzido, traduzido para o inglês (HULTEN, et al., 1986: 514).
 
 
02. Manifesto Político,

de F. T. Marinetti (Milão, 1909).

 
03. Manifesto dos Pintores Futuristas aos artistas jovens da Itália! [Manifesto dei Pittori Futuristi a gli artista giovani d’Italia!],

foi assinado por Umberto Boccioni, Carlo Dalmazzo Carrà, Luigi Russolo, Romulo Romani e Aroldo Bonzagni (Milâo, 11 fev., 1910). O manifesto foi impresso em um volante que circulou junto com a revista Poesia, editada por F. T. Marinetti; o documento foi lido no palco do Teatro Chiarella (Turim, 08 mar., 1910); a tradução russa foi publicada na revista das vanguardas Apollon (Moscou, jul. – ago., 1910).


04. Manifesto dos Pintores futuristas e agitadores educados,

foi assinado por Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Gino Severini e Luigi Russolo (Milão, 11 abr., 1910).

 
05. Manifesto técnico da Pintura futurista[Manifesto técnico della Pittura futurista],

foi assinado por Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Dalmazzo Carrà, Luigi Russolo e Gino Severini (Milão, 11 abr., 1910).


06. Manifesto contra Veneza passadista,
 
foi lançado por F. T. Marinetti assinado por Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo (Milão, 27 abr., 1910). Foram jogados 800.000 folhetos com o manifesto impresso da Torre do Relógio (Milão, 11 jul., 1910).O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês e publicado (HULTEN, et al., 1986: 596).10

07. Manifesto Síntese da Guerra futurista,
 
por F. T. Marinetti, foram distribuídos 300.000 folhetos em locais públicos (Milão, 11 jul., 1910).

 
08. A Musica futurista: Manifesto Técnico,

[La Música Futurista: Manifesto Técnico] foi lançado pelo músico Francesco Balilla Pratella (Milão, 11 out., 1910).

09. Arte do futuro [Arte dell’avvenire],

esse manifesto foi lançado por Arnaldo Gina (Conde Arnaldo Ginanni Corradini).
 
 

10. Proclama Futurista aos Espanhóis [Proclama Futurista a los Espanholes]

de F. T. Marinetti, foi publicado na revista de Ramón Gómez de la Serna, Prometeo (Madrid, 1910).


11. Manifesto Técnico da Música futurista

foi lançado pelo músico Francesco Balilla Pratella (Milão, 11 mar., 1911). Apud Musica futurista per orchestre riduzione per pianoforte (c. 1912).


12. Manifesto dos músicos futuristas [Manifesto dei musicisti futuristi],
foi lançado por Francesco Ballila Pratella (Milão, 29 mar., 1911).


13. Manifesto do Fotodinamismo futurista,
 
foi lançado pelo artista plástico multimídia, cenógrafo, cineasta e fotógrafo, Anton Giulio Bragaglia (1911).


14. Manifesto dos autores italianos,

assinado pelo poeta Auro D’Alba juntamente com F. T. Marinetti (Milão, 1911).

 
15. Assassinemos o clarão da lua

[Uccidiamo il claro di luna], proclamação de F. T. Marinetti (Milão, 1911).

 
16. Manifesto dos dramaturgos futuristas [Manifesto dei drammaturghi futuristi],

foi lançado por F. T. Marinetti (Milão, 1911).


17. Manifesto técnico da Literatura futurista [Manifesto técnico della Letteratura futurista],
 
foi lançado por F. T. Marinetti (Milão, 1911).


18. Suplemento ao Manifesto técnico da Literatura futurista [Supplemento al Manifesto técnico della Letteratura futurista],
foi lançado por F. T. Marinetti (Milão, 1911).


19. Manifesto dos Autores Italianos,

foi assinado por F. T. Marinetti e pelo poeta Futurista Auro D’Alba (c. 1911).


20. Manifesto da Mulher futurista [Manifesto della Donna futurista]

foi lançado pela poetisa e escritora Valentine Saint-Point (Paris, 25 mar., 1912).


21. Manifesto Técnico da Escultura futurista

foi lançado por Umberto Boccioni, Giacomo Balla, Carlo Carrà, Luigi Russolo e Gino Severini (Milão,11 abr., 1912).


22. Manifesto Destruição do Esquema. Música futurista
foi lançado por Francesco Ballila Pratella (03 jul., 1912).

23. Cinema Abstrato – Música Cromática
 
por Bruno Corra, publicado no livro de sua autoria, Il pastore, il gregge e la zampogna (1912).


24. A pintura futurista na Bélgica [La pittura futurista nel Belgio],
 
foi lançado por F. T. Marinetti (Bruxelas, Bélgica, 1912).

 
25. Manifesto futurista da luxúria [Manifesto futurista della lussuria],

foi lançado por Valentine Saint-Point e publicado em volante (Paris, 11 jan., 1913). O texto desse manifesto foi publicado posteriormente na revista Portugal Futurista (Lisboa, 1917).


26. A arte do ruído. Manifesto futurista [L´Arte dei rumori Manifesto futurista],

foi lançado pelo pintor, músico e inventor, Luigi Russolo 11 mar., 1913). O manifesto de Russolo foi publicado integralmente, traduzido em inglês como The Art of Noise (New York: Pendragon Press, 1986; e HULTEN, et al., 1986: 560).


27. Reconstrução futurista do Universo [Ricostruzione futurista dell´universo],
 
foi lançado por Giacomo Balla e Fortunato Depero (Roma, 11 mar., 1913).

28. A imaginação sem fio e a palavra em liberdade [L´immaginazione senza fili e le parole in libertá],
foi lançado por F. T. Marinetti (Milão, 11 maio, 1913). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, publicado (HULTEN, et al., 1986: 463).


29. Manifesto futurista contra Montmartre

foi lançado por Félix Delmarle e publicado no Paris Journal (Paris, jul., 1913).


30. A pintura dos sons, ruídos, odores – Manifesto futurista (La pittura dei suoni, rumori, odore – Manifesto futurista),

foi lançado por Carlo Carrà (11 ago., 1913).


31. O teatro de variedades [Il teatro di varietà],

foi lançado por F. T. Marinetti (Milão, 29 set.., 1913). Esse manifesto foi publicado no jornal Daily Mail (Londres, 1913) e, posteriormente reproduzido na revista de Almada Negreiros, Portugal Futurista (Lisboa, 1917). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, publicado (HULTEN, et al., 1986: 588).


32. Programa político futurista 
                        
[Programma político futurista], foi assinado por F. T. Marinetti, Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo (Roma, 11 out., 1913).

 
33. A Antitradição futurista- Manifesto- Síntese [L´Antitradizioni futurista – Manifesto – Síntesi],

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma e Paris, 1913).


34. Manifesto da Cromofonia e dos Valores Atmosféricos,

foi lançado por Enrico Prampolini (c. 1913).

35. Il Controdolore,

foi lançado por Aldo Palazzeschi (29 dez., 1913).

 

36. Manifesto Futurista,

foi lançado por F. T. Marinetti e Georgy Bogdanovich Yaculov no ano em que F. T. Marinetti visitou a Rússia (jan, 1914).

 
37. Manifesto Pintura, Escultura futurista (Manifesto Pittura, Escultura futurista),

foi lançado por Umberto Boccioni (Roma, 1914).


38. Manifesto dos Pesos, Medidas e Preços dos Gênios Artísticos

foi lançado por Carlo Carrà e Emilio Settimelli (Roma, 11 mar., 1914). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, publicado (HULTEN, et al., 1986: 568).


39. O esplendor geométrico e mecânico e a sensibilidade numérica [Lo splendore geométrico e meccanico e la sensibilità numérica],

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 18 mar., 1914).


40. Arte Inglesa Vital: Manifesto Futurista (Vital English Art: Futurist Manifest)

foi lançado por F. T. Marinetti e pelo artista plástico inglês Christopher Nevinson (Londres, 18 mar., 1914).


41. Manifesto da arquitetura Futurista (Manifesto dell’architettura Futurista)

(Milão, 11 jul., 1914), lançado pelo arquiteto de Antônio Sant’Elia, foi publicado na revista Lacerba (1° ago., 1914). O texto foi republicado no catálogo da 1ª Mostra de Arte do Grupo Nova Tendência [NT]. 


42. O vestido Antineutro (Il vestito Antineutrale),

foi lançado por Giacomo Balla, que assinou-o como Pittore [Pintor], juntamente com Umberto Boccioni, Francesco Cangiullo e F. T. Marinetti (Roma, 11 set., 1914).


43. Manifesto Síntese da Guerra futurista

foi lançado por F. T. Marinetti, e Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo (Roma, 20 set., 1914).


44. Manifesto futurista

foi assinado por Giacomo Balla, Francesco Canngiullo, Fortunato Depero e F. T. Marinetti, lançado na Universidade de Roma (Roma, 09 dez., 1914).


45. Manifesto da Arte Cerebral (Manifesto de l´Art Cerebriste),

de Ricciotto Canudo, publicado no jornal Le Figaro (Paris, 1914).

46. Contra a arte inglesa (Contro l´arte inglese),
 
lançado por F. T. Marinetti (1914).

 
47. Basta de tango e Parsifall! (A basta con tango i Parsifall!),
foi lançado por F. T. Marinetti (1914).
 
 
48. Neste ano futurista (In quest´ano futurista),

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 1914).


49. O teatro futurista sintético – Atécnico – Dinâmico –Autônomo- Alógico –Irreal (Il teatro futurista sintético (Atecnico – Dinamico – Autonomo – Alógico – Irreale),

foi lançado por F. T. Marinetti, Bruno Corra e Emilio Settimeli (Roma, 10 jan., 1915).


50. Manifesto: Guerra, a Única Higiene do Mundo

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 10 jan., 1915).


51. Manifesto do Teatro futurista sintético,

lançado por F. T. Marinetti (Milão, 18 jan., 1915). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês, publicado (HULTEN, et al., 1986: 587).


52. Manifesto Complexos Plásticos – atuação futurista livre – o ser vivo – artificial (Manifesto Complessitá Plastica - gioco libero futurista – L'essere vivente – artificiale),

foi assinado por G. Balla e Fortunato Depero. O manifesto foi lançado na dita, Última Mostra de G. Balla, realizada na Sociedade Italiana de Lâmpadas Elétricas (Roma, 11 mar., 1915).


53. Palavras consoantes vogais números em liberdade (Parole consonanti vocale numeri in libertá)
 
foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 1915).

54. Pintura do futuro (Pittura dell´avenire),

lançado pelo conde Arnaldo Ginna (1915).

55. O orgulho italiano (L´orgoglio italiano),

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 1915).


56. Manifesto da Reconstrução futurista do Universo,

foi escrito por Fortunato Depero, que, mais tarde, refez o texto em parceria com Giacomo Balla, que o divulgou; ambos assinaram o documento como Artistas Futuristas Abstracionistas (1915). O Manifesto se encontra reproduzido integralmente, traduzido para o inglês e publicado (HULTEN, et al., 1986: 551).

57. O Criador do Teatro Sintético Futurista

[I creatori del teatro sintetico futurista], foi assinado por Remo Chitti (1915).


58. Manifesto da Recitação Dinâmica e Sinótica
foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 11 mar., 1916).


59. A nova religião moral da velocidade (La nuova religione morale della velocità),

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 11 mar., 1916).


60. A cinematografia futurista (La cinematografia futurista),

foi lançado por Marinetti, Remo Chitti, Bruno Corra, Emilio Setimelli e Giacomo Balla (Florença, 11 set., 1916).


61. Ciência futurista.
Esse documento foi assinado por Carli, Romulo Chitti, Bruno Corra, Arnaldo Ginna, Neri Nanetti, Mara e Emilio Settimelli (1916).


62. Manifesto da dança futurista
foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 08 jul., 1917).


63. Manifesto do partido político futurista (Manifesto del partito político futurista),

foi lançado por F. T. Marinetti (Florença, 1918).


64. Manifesto da cor

[Manifesto del colore], foi ilustrado e assinado por Giacomo Balla (Roma, out., 1918).

 
65. Manifesto do Teatro Aéreo futurista

foi lançado pelo artista plástico, fotógrafo e aviador, Fedele Azari (11 abr., 1919).


66. Manifesto Democracia futurista: Dinamismo político além do Comunismo

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 1919).


67. Manifesto do Teatro de Variedades

foi lançado pelo ator Ettore Petrolini (1919).


68. Manifesto da arquitetura futurista dinâmica, estado de alma, dramático
[Manifesto dell’architettura dinamica, stato d’animo,drammatica],o

na nova perspectiva racionalista, foi lançado pelos arquitetos Virgílio Marchi, Alberto Sartoris, Guido Fiorini e Nicolay Diulgheroff e esse manifesto foi publicado na primeira página da revista Roma Futurista (Roma, 29 fev., 1920). Arsão do documento se encontra reproduzida (HULTEN et al., 1986: 511).


69. Manifesto contra a Luxúria Feminina

foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 11 mar., 1920).

70. Manifesto para além do Comunismo,

lançado por F. T.Marinetti (Roma, 1920).


71. Manifesto do Mobiliário futurista

foi lançado por Francesco Cangiullo (1920).


72. Manifesto contra todas as revisões na pintura
foi lançado por F. T. Marinetti, Leonardo Dudreville, Achille Virgille Funi e Luigi Russolo (1920).


73. O Tátil

[Il Tatillismo], foi lançado por F. T. Marinetti (Roma, 11 jan., 1921).


74. Manifesto do Teatro da Surpresa,

foi lançado por Francesco Cangiullo e F. T. Marinetti (1921).


75. Manifesto da Arte Mecânica futurista

foi lançado por Ivo Pannaggi e Vinício Paladini, arquitetos, artistas plásticos e aviadores e publicado na revista Lacerba (Florença, 20 jan., 1922).

76. Manifesto da Flora futurista e seu equivalente plástico dos Odores Artificiais
foi lançado por Fedele Azari, assinado por Túlio d´Albisola (Tullio Spartaco Mazzotti), Giacomo Balla e Benedetta Marinetti (1924).


77. Manifesto da Vida Simultânea futurista

foi lançado por Fedele Azari (1925).


78. Manifesto a Favor da Sociedade de Proteção às Máquinas

foi lançado por Fedele Azari (1925).


79. Manifesto futurista

foi lançado por Enrico Prampolini, Aligi Sassu e Bruno Munari (1929).


80. Manifesto da Aeropintura

[Manifesto delle Aeropittura], assinado por Túlio Cralli (1929).

81. Manifesto da Culinária futurista

foi assinado por F. T. Marinetti e Fillia (Luigi Colombo). Foi o arquiteto Nicolay Diulgheroff quem contribuiu com a receita do Pollofiat [Frangofiat]; ele desenhou o interior da Taverna Santopalato, o primeiro estabelecimento dedicado à culinária Futurista (Milão, 28 dez., 1930). 
 

82. Manifesto da Fotografia Futurista,

assinado por Filippo Tommaso Marinetti e Tato (Guglielmo Sansoni), publicado na revista Futurismo, n.11 (jan, 1931).

 
83. Aeropintura: Perspectivas do Voo,

assinado por Benedetta Marinetti, Fortunato Depero, Gerardo Dottori, Fillia (Luigi Colombo), F. T. Marinetti, Enrico Prampolini, Mino Somenzi e Tato (Guglielmo Sansoni).


84. Manifesto Técnico da Aeropintura Futurista,

assinado por Manzoni, Bruno Munari, Galindo Furlan, Riccardo Ricas e Regina (Mede Lomellina).

 
85. Manifesto da arquitetura futurista de Poggi,
[Dell’architettura Futurista di Poggi],
f, jan., 1933).


 
86.Manifesto futurista do Rádio

foi lançado por F. T. Marinetti e Pino Masnata (1933).


87. Manifesto da Pintura Mural

foi lançado por Mario Sironi e assinado por Achille Virgille Funi (1933).

 
88. Manifesto
foi lançado pelo arquiteto Antonio Marasco, publicado no único número da revista editada por ele, Supremazia Futurista (Florença, 1933).


89. Manifesto Técnico da Plástica Aérea futurista

foi lançado por Bruno Munari, Gelindo Furlan, Riccardo Ricas, Carlo Manzoni e Regina Bracchi (1934).


90. Manifesto da arquitetura aérea
 
foi assinado por F. T. Marinetti com Carlo Manzoni e Mino Somenzi, publicado (1º fev., 1934).


91. Manifesto da Ilusão Plástica da Guerra e aperfeiçoamento da Terra,

lançado por F. T. Marinetti e Túlio Cralli (Roma, 1935).


92. Manifesto futurista da pintura aérea

foi lançado pelo escritor e artista plástico Gerardo Dottori, e pelos pintores e aviadores Ugo Pannaggi e Vinício Paladini (1940).
 

 
93. Manifesto futurista da pintura aérea da Umbria
(Perugia, 1941) foi lançado pelo escritor e artista plástico Gerardo Dottori.


94. Manifesto da Construção Absoluta de Motores Ruidosos
lançado por Fillia (Luigi Colombo) e Enrico Prampolini, foi voltado para carros e veículos com motor em movimento, lançado depois de 1940.


95. Contra Roma e contra Benedetto Croce

[Contro Roma e contro Benedetto Croce], foi lançado por F. T. Marinetti.

96. A única solução do problema financeiro

[La único soluzione del problema finanziario], foi lançado por F. T. Marinetti.


97. Manifesto: A Música do Futuro,

foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


98. Manifesto: A Música Ilustrada

foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


99. Manifesto: A Versão Cenoplástica da Música
foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


100. Manifesto: A Atmosfera Cromática da Música
foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


101. Manifesto: A Síntese Visível da Música

foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola, com Anton Giulio Bragaglia e Luciani Folgore.


102. Manifesto das Palavras Musicais – Palavras em Liberdade

(1940-), Tulio Crali assinou esse manifesto, juntamente com F. T. Marinetti.

103. Manifesto do Teatro do Instante Dilatado
foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


104. Manifesto do Teatro Imaginário
foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


105. Manifesto do Pequeno Teatro
foi lançado pelo músico italiano Franco Casavola.


106. Manifesto da Cenografia Futurista
foi lançado por Fillia (Luigi Colombo) e Enrico Prampolini e definiu os princípios da teoria cenográfica teatral Futurista.