terça-feira, 22 de outubro de 2013

 

 
CORRA, Bruno, Conde Bruno Ginanni Corradini (1892-1976).

Bruno Corra e seu irmão, Arnaldo Ginna (Conde Arnaldo Ginanni Corradini, 1890-1982), nasceram em Ravenna; Bruno morreu em Varese. Corra, como Ginna, foi artista Futurista, cineasta, crítico e teórico da arte italiana; ele escreveu vários textos, em conjunto com seu irmão.

Corra e Ginna realizaram experiências ditas, de Pintura Cinematografica [Cinepittura], através da utilização de filmes não expostos que pintavam com o objetivo de compor sinfonia de imagens e cores, resultando em alguns curta-metragens feitos à mão. Esta forma experimental da arte cinematográfica de ambos os irmãos, experiências perdidas, encontram-se descritas no livro Il Pastore, il Gregge e la Zampogna (1912). Corra igualmente publicou nesse livro o ensaio Música Cromática; o escritor publicou várias sínteses teatrais e o romance Sam Dunn Está Morto.
        
 Corra e Ginna, juntos ou separadamente, lançaram vários manifestos como o Manifesto do Teatro Sintético (10 jan., 1915), assinado por Filippo Tomazo Marinetti  (1876-1944), Corra e Emilio Settimeli (1891-1954); o Manifesto do Cinema Futurista (11 set., 1916), por F. T. Marinetti, Corra, Emilio Settimelli, Giacomo Balla (1871-1958) e Remo Chiti (1891-1971); e Ciência Futurista, Manifesto (1916), assinado por Corra, Arnaldo Ginna, Remo Chiti, Mário Carli (1888-1935), Emilio Settimelli, Mara e Neri Nannetti (Neri Vieri, 1890-1962).

O filme Vida Futurista [Vita Futurista] (1916), o melhor exemplo do cinema Futurista italiano, desapareceu; mas seu resumo foi publicado na revista L’Italia Futurista. Ginna, Corra, Emílio Setimelli, Remo Chiti, Mário Carli, Fillia (Luigi Colombo, 1904-1936) e F. T. Marinetti, todos participaram da redação da revista A Itália Futurista (Roma, 1916-1918).
 
 
Corra desenvolveu seus escritos em atmosfera misteriosa e mediúnica, associada ao ocultismo, nos quais recordou milagres e narrativas do verdadeiro Novecento italiano; hoje, seus escritos poderiam ser classificados como Anti-Literatura. Depois que o escritor abandonou o Futurismo, ele produziu romances tradicionais. Corra escreveu Il Passatore, bem como algumas peças teatrais em conjunto com Giuseppe Achille, todas voltadas para universo bem mais comercial do que artístico.
 
 

REFERÊNCIA SELECIONADA:
 
 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs.,, pp. 449-450, 455.

 

GINNA, Arnaldo, Conde Arnaldo Ginanni Corradini (1890-1982).



O artista multimídia, escritor, pintor e cineasta vanguardista, nasceu em Ravena e faleceu em Roma. Gina inaugurou a temática até então inédita na arte mundial, a dos estados de espírito através da abstração Neurastenia (1908). O irmão de Ginna foi o escritor Futurista Bruno Corra.


Ginna escreveu e publicou os ensaios Método, Vida Nova, além de Arte Futurista(março, 1910). Gina traduziu em filme vanguardista Abstrato as emoções provocadas por poema de Stéphane Mallarmé, associado às composições de Mendelsohn e de Frédéric Chopin. O artista conheceu F. T. Marinetti e aderiu oficialmente ao Futurismo italiano, tendo assinado os manifestos Ciência Futurista e Cinema Futurista (1916). Gina foi o diretor do filme Vida Futurista [Vita Futurista](Roma, 1916). Gina escreveu romances e peças teatrais, com estética próxima à dos artistas franceses Surrealistas.


REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
 


CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms.
New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs.
 
 
DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi.
Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: il., pp. 468, 510-511.
 

domingo, 22 de setembro de 2013

DEPERO, Fortunato (1892-1960). Futurismo.

 


DEPERO, Fortunato (1892-1960).
 


O artista multimídia italiano Fortunato Depero nasceu em Fondo, Val de Non, na região italiana do Trentino e morreu em Rovereto. Depero foi multimídia: artista gráfico, pintor, escultor, desenhista, designer publicitário e industrial, escritor e artista têxtil, ele estudou na Escola Real Elizabetana (Rovereto).
 
 
 No início da vida profissional a obra de Depero evolui na direção do Realismo Social associado ao Simbolismo (1907-). Depero conheceu o grupo do Futurismo (1913) e expôs na coletiva realizada na Galeria Sprovieri (Roma, 1914). Depero participou dos eventos Futuristas com o artista plástico Giacomo Balla (1871-1958); a sua participação foi destacada nas várias mostras coletivas do Futurismo Marinettiano (1913-1935).
 
 
 
Na pintura Depero realizou forte síntese angular e geométrica dos motivos, na maioria baseados nas formas das plantas, insetos, flores e animais. Esses temas foram tratados com grande diversidade de contraste de cores, intensas e brilhantes, uma das características das obras do Futurismo italiano (v.).

 
Depero escreveu o Manifesto da Reconstrução Futurista do Universo, assinado pelos Artistas Futuristas Abstracionistas (1915). Depero criou a cenografia e figurinos para os balés Smenoff, Mimismagia (1916) e Zoo (1919), que ofereceu para os Balés Russos de Sergey Diaghilev: as obras nunca foram encenadas. Neste período Depero continuou com sua pesquisa pessoal, construindo conjuntos de obras pictóricas às quais ele acrescentou sons e movimentos cinéticos. O artista produziu Móbiles (1918-1919). Depero escreveu poemas na linguagem que intitulou Onoma, com a característica de inserir a mais pura analogia verbal. Os cenários mais fantásticos e animados mecânicamente foram criados pelo artista para o Balé Plastico [Balli Plastici]. A obra foi encenada por Gilberto Clavel, musicada por Alfredo Casella, com quatro programas: Palhaço [Pagliacci]; O Homem de Baffi [L'Uomo dai Baffi]; O Urso Azul [L'Orso Azzurro] e O Selvagem [I Selvaggi], encenado no Teatro dei Piccoli (Roma, 1918).
 
Depero fundou a Casa de Arte (Rovereto, 1919), para a qual ele produziu obras de Arte Aplicada como desenho de mobiliário no seu estilo pessoal multicolorido, que produziu móveis muito originais, laqueados em cores vivas; têxteis e tapeçarias, que sua esposa Rosetta bordou. Na pintura, Depero desenvolveu novo estilo (1917-); e no Desenho ele ilustrou o livro de Gilberto Clavel, Un Istituto per Suicidi (Roma, 1918). Depero propôs novas visões arquitetônicas de cidades suspensas, em uma arquitetura dinâmica e aérea. Depero executou murais nas paredes do Cabaré do Diabo, no Hotel Elite (Roma 1922-1923); ele inventou cenário fantástico que fez muito sucesso, baseado nos DSiversos estados de espírito de complexa simbologia.
Depero passou temporada em Nova York (1928) onde trabalhou como decorador: ele criou interiores para o restaurante Paglieri (1929). O artista voltou a Itália onde fundou o Museu Depero, com suas obras que doou à bela cidade no sopé dos Alpes Tiroleses, no vale da Lagarina (Rovereto).
 
 
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:


V. FUTURISMO, abaixo. 



CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI,M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 465.
 


PIERRE, J. El futurismo y el dadaismo. Madrid: Aguilar, 1968, p. 161.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Giacomo Balla (1871-1958). Futurismo.

 

 

BALLA, Giacomo (1871-1958).
 
 

O artista, pintor, cenógrafo e figurinista nasceu em Turim e morreu em Roma. Balla foi o maior expoente da pintura no Futurismo italiano: ele pintou obras nas técnicas Neo-Impressionista, Pontilhista e Divisionista, quando foi influenciado pelas obras dos pintores Giuseppe Pelizza da Volpedo, Giovanni Segantini e Gaetano Previatti. Balla ensinou suas técnicas quando se transformou em professor de Gino Severini e Umberto Boccioni. 
 
 
Nas pinturas iniciais do movimento Futurista, o maior interêsse de Balla consistiu nos temas originais que abordou, reunindo em obras  a dinâmica do movimento e da velocidade. Balla pintou animais e humanos em movimento como em Dinamismo de Um Cão na Coleira (1911-1912). Convidado para visitar o violinista Lowenstein, Balla ficou alguns meses hospedado na casa dele e pintou a obra dinâmica Mão de Violinista (Dusseldorf, 1912), que se encontra reproduzida (SEUPHOR, 1957). Na pintura Compenetração Iridescente (1912, óleo/ tela, 77 cm x 77 cm, Coleção Balla), Balla apresentou o estudo das cores com influência  de Robert Delaunay que ele visitou em Paris. Nesse mesmo ano. Balla pintou Automóvel Correndo (1913, têmpera/ aquarela/ papel, 70 cm x 100 cm, no acervo do Stelijik Museum, Amsterdã). Esses temas, identificados com o movimento da vida no novo século, foram abordados pela primeira vez nas Artes Plásticas. Balla pintou ainda Carro em Movimento (1915), obra que se encontra reproduzida (SEUPHOR, 1957).
 
Balla escreveu o Manifesto dos Pintores Futuristas e Agitadores Educados assinado por Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Gino Severini e Luigi Russolo (11 abr., 1910). Cinco anos depois Balla escreveu o manifesto Reconstrução Futurista do Universo [Riconstruzioni Futurista dell’Universo], assinado com Fortunato Depero (11 mar., 1913).
 
 
Durante o período da Primeira Guerra Mundial e devido a indicação de F. T. Marinetti (1876-1944), Balla foi convidado por Sergei Diaghilev para se tornar cenógrafo e figurinista do balé mecânico Fogos de Artifício [L’Ucello di Fuoco]. A encenação foi apresentada com a música homônima de Igor Stravinsky (dur. 4´), no Teatro Costanzi (Roma, 17 abr., 1917). Para os desenhos do dito, Primeiro Cenário Plástico do Futurista Balla [Primo Scenario Plastico dal Futurista Balla], conforme se encontra escrito no cartaz do espetáculo (ATTI, 1990), Balla estudou os efeitos das vibrações luminosas azuis, violetas, vermelho verde - as cores próprias de seu edifício de madeira e tecido - assimétricos e rítmicos como as notas da música de Stravinsky. Esta composição Abstrata, que deveria se modificar explodindo por c. cinco minutos, criou sobre a estrutura cenográfica movimentos de luz e sombra variados - formas fugazes sobre a forma estática - que deveriam suscitar no espectador a mesma reação estupefaciente e maravilhada da explosão animada de fogos de artifício. Um jogo de grande efeito no qual, pela primeira vez, a cenografia foi o espetáculo, onde a centralização da idéia teatral esteve concentrada em um só pensamento: na breve explosão luminosa de efeito agudo e estridente que sublinhava e traduzia sons musicais. A eufórica aparição da força primordial do fogo - através da formalização teatral e da transfiguração do real ao abstrato. Na ocasião, a obra estreou sem bailarinos, com a música ilustrada somente com efeitos de iluminação, além de outros produzidos por várias máquinas mecânicas, tudo criação fantástica de G. Balla. Os desenhos e estudos de Balla para a cenografia dessa obra (1915-1917), se encontram no acervo da Galeria de L'Obelisco (Roma).
 

Balla colocou seu talento a serviço de outras encenações da Cia Teatral S. P. Diaghilev como para O Canto do Rouxinol [Il canto dell'usignolo], com música refeita por Stravinsky, com cenários de Fortunato Depero e desenho figurinos por Balla, encenado pelos Balés Russos com outras criações, sendo os figurinos de Léon Bakst e cenários do artista espanhol Pedro Pruna (Paris, 1916). Os desenhos de figurinos de Balla para esse balé se encontram reproduzidos (ATTI, 1990). Balla criou ainda O Jardim Zoológico [Il Giardino Zoologico], balé que ofereceu para Diaghilev, mas que nunca foi encenado. Balla criou os cenários para Dança Plástica [Balli Plastici] de Gilbert Clavel, encenado nos palcos italianos e franceses (1918); os cenários para a peça de Pierre-Albert Birot, Matoum e Tevibar (1919); cenários para o Teatro das Cores de Ricciardi (1920); para o Teatro da Experiência (Praga, 1921-1924) e para o Teatro da Mímica (Paris, 1927; Turim, 1928).
 
 
Devido ao advento do fascismo (Itália, 1923-1945) Balla afastou-se
do Futurismo e passoua pintar temas convencionais e paisagens de pouco interesse; sua pintura, obra do período inicial do Futurismo italiano, A Lâmpada ao Arco [La Lampe a Arc] (1910), se encontra reproduzida (PIERRE, 1991). A pintura Paisagem (1906-1907), de G. Balla, pertence ao acervo do MAC - USP.

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

CATÁLOGO. ATTI, F. C. degli; FERRETTI, Daniela (Org.). Rusia, 1900-1930, L'Arte della Scenna. Milano: Galeria Electa. Moscou: Museo Bachrusín, 1990, pp. 54-55.

 
CATÁLOGO. BALLA, G. Giacomo Balla, 1894-1946, Da Balla a Ball´io. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 12 maio - 30 jun., 2000.

 
BRITT, D.; MACKINTOSH, A.; NASH, J. M.; ADES, D.; EVERITT, A; WILSON, S.; LIVINSGSTONE, M. Modern Art: from impressionism to post-modernism. London: Thames and Hudson, 1989, pp. 181-183.

 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, .; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville
Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 424-425.

DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., pp 14, 29, 126.

 
GIBSON, M. Duchamp, Dada. Paris: N.E.F. Casterman, 1991, p. 228.
 

PIERRE, J. L'Univers Surréaliste. Paris: Somogy, 1983, p. 97, 301.
 

SHEAD, R. Ballets Russes. Secaucus, New Jersey: Quarto Book, Wellfleet Press, 1989.192p.: Il,.algumas color., pp.66, 68.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Umberto Boccioni (1882-1916). Futurismo.




BIOGRAFIA: BOCCIONI, Umberto (1882-1916).
 
 


O artista italiano nasceu em Reggio di Calabria e morreu em Sorte, Verona. A infância de Boccioni foi passada em vários lugares, de acordo com a evolução da carreira de seu pai, morando em Forli, Gênova e Pádua. O futuro artista formou-se no Instituto Técnico (Catânia, 1899); em Roma estudou Desenho com Mataloni, e tornou-se aluno da Escola de Desenho de Nus (1900). No mesmo ano conheceu Gino Severini e tornou-se seu amigo. O artista instalou-se em Pádua e Veneza (1905-1907); ele viajou à Rússia (1904), passando por Tsaritsin, Egoritsin, Moscou, São Petersburgo e voltou à Itália, passando por Praga e Viena. Boccioni visitou novamente a Rússia, também visitou Paris (1906), mas, em seguida instalou-se em Milão (1908).


 
Devido a desavença com seu pai pela escolha da carreira artística Boccioni estabeleceu profundo conflito familiar; ele precisou viver com sua tia, em Milào, para cursar a Academia de Brera. Tanto Boccioni como Severini participaram do grupo inicial do Futurismo, organizado por Marinetti; ambos tornaram-se alunos de Giacomo Balla. O artista conheceu F. T. Marinetti quando o grupo, acrescido de outros artistas, aderiu à fase pictórica do movimento (1909). Tendo o dinamismo plástico como concepção, Boccioni desenvolveu temas únicos de estados de alma e psíquicos, inéditos até então nas Artes Plásticas. Entre suas obras pictóricas precursoras mais importantes citamos: Estados de Alma n.1 (1911); Os Adeuses (1911, óleo/tela, coleção Nelson Rockfeller). As obras citadas encontram-se reproduzidas (HULTEN, 1986). Depois que conheceu Georges Braque e Pablo Picasso na sua segunda viagem a Paris, Boccioni intensificou sua obra nas técnicas escultóricas, influenciado pelo Cubismo, que apreciou e apreendeu (1911). A escultura de Boccioni inspirou-se na escultura de Picasso Fernande (1909), que Boccioni viu em Paris quando visitou os estúdios de Picasso e Braque, amigos na ocasião (1911). Boccioni passou a pesquisar o espaço, tornando-se escultor: na sua obra escultórica, notável e original, destacamos a escultura sem base Formas Únicas na Continuidade do Espaço; Fusão de uma Cabeça e uma Janela (1912); Desenvolvimento de Uma Garrafa no Espaço. A primeira importante obra citada pode ser considerada como a mais notável escultura das vanguardas artísticas européias do princípio do século, existe no acervo do museu MAC - USP. Boccioni conseguiu expressar de forma inédita o movimento, com seu dinamismo plástico com forma que interpenetrou no espaço circundante. Durante a primeira metade do século XX a obra escultórica de Boccioni tornou-se bastante influente na escultura internacional.


 
Boccioni expressou preocupações revolucionárias em obras de viés politico (1910-1912), que foram alvo de atentados, como o acontecido na Mostra de Arte Livre, exposição organizada por Marinetti (Roma, abril, 1914). A pintura O Riso foi vandalizada, cortada por um indignado expectador; hoje restaurada, pertence ao acervo do MoMA (Nova York). No decurso da Primeira Guerra Mundial, Boccioni envolveu-se com Marinetti, que desejava a guerra: ele foi voluntário no Batalhão Lombardo de Ciclistas e Motoristas. O artista perdeu a vida em consequencia de queda de cavalo durante exercício (agosto, 1916). Foi perda lastimável para as vanguardas artísticas e, especialmente para o Futurismo, movimento do qual foi seu mais destacado expoente.


 
Boccioni foi autor do Manifesto Técnico da Escultura Futurista, que publicou (1911); ele publicou seus estudos teóricos nos livros Pintura e Escultura (1913) e Dinamismo do Corpo Humano (1913-1914). O artista colaborou com a revista Lacerba, a mais celebrada das publicações das vanguardas artísticas italianas e européias. Boccioni foi um dos mais talentosos artistas e teóricos italianos, que demonstrou em sua obra grande originalidade advinda de talento excepcional: as obras encontram-se hoje representadas nos melhores museus do mundo, notadamente as monumentais, no acervo do MoMA (Nova York); na Pinacoteca de Brera (Milão) e no MAC - USP (São Paulo). No museu paulista podem ser apreciadas várias esculturas importantes como Desenvolvimento de Uma Garrafa no Espaço (1912, gesso patinado, 39,7 cm x 60,1 cm x 32,7 cm); a mesma escultura fundida em bronze (39,5 cm x 59,5 cm x 32,8 cm). Depois da morte do artista foram fundidos em bronze seis exemplares da citada Formas Únicas na Continuidade do Espaço, a partir do molde original, em gesso patinado. As obras foram relacionadas pela Sra. Benedetta Cappa Marinetti, sua antiga proprietária: duas estão nas coleções italianas Marinetti e Mattioli; uma na Galeria Cívica de Arte Moderna, em Milão; a outra no MoMA, em Nova York. A quinta, foi adquirida pelo colecionador paulista Francisco Ciccillo Matarazzo e figura como peça destacada no acervo do MAC - USP. Esse exemplar foi permutado com a Tate Gallery, em Londres, pela obra original de Henry Moore, Figura Reclinada em Duas Peças: Pontos (bronze), que passou a figurar como peça nobre no acervo do museu londrino (1972). A obra de Boccioni Elasticidade (1912, Milão), encontra-se reproduzida (SEUPHOR, 1963).


 

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

BRITT, D.; MACKINTOSH, A.; NASH, J. M.; ADES, D.; EVERITT, A; WILSON, S.; LIVINSGSTONE, M. Modern Art: from Impressionism to Post-Modernism. London: Thames and Hudson, 1989, 416p.: il., pp. 186-188.

CATÁLOGO. BALLA, G. Giacomo Balla, 1894-1946, Da Balla a Ball´io. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 12 maio - 30 jun., 2000.

CATÁLOGO. BARBOSA, A. M. Catálogo Geral de Obras 1963-1993. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Fundação Bienal, 1993,p. 58.


CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 427-433.
 
 
DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., pp. 32-33.
 
 
 
FOLHETO. Caminhos da Forma; Uma Permuta. São Paulo: MAC - USP, 2002, p. 06.

Carlo Dalmazzo Carrà (1881-1966). Futurismo.

 
 


BIOGRAFIA: CARRÀ, Carlo Dalmazzo (1881-1966).

O artista italiano nasceu em Quargnento (Alexandria, Egito) e morreu em Milão. Carrà se associou ao Futurismo italiano e participou do grupo do Novecento (Roma,1923-1933). Carrà foi anarquista, ativo em vários grupos europeus (Milão).

Carrà descendia de família de talentosos artesões: ele passou um ano em Paris (1899-1900), trabalhando como pintor-decorador nos pavilhões da Exposição Universal (1900). Na cidade-luz Carrà percorreu os museus e galerias de arte, quando conheceu as obras dos artistas Impressionistas e Pós-impressionistas, que ele admirou e que, posteriormente influenciaram-no. Carrà também apreciou a pintura de Gustave Courbet e Eugène Delacroix. O artista viajou, e passou prolongada temporada em Londres; ele somente retornou no ano seguinte a Milão (1901).
Foi o tio de Carrà quem patrocinou os estudos do jovem, de pintura com Cesare Tallone, na considerada como a melhor escola de arte italiana, a Academia de Brera (Milão, 1906-). Carrà fez amizade com grupo de colegas como Arnaldo Bonzagni, Umberto Boccioni, Romulo Romani e Ugo Valeri. Desses futuros artistas Boccioni foi quem mais se destacou no Futurismo italiano: Romani e Bonzagni assinaram o primeiro Manifesto dos Pintores (v.), mas se afastaram em seguida do grupo liderado por F. T. Marinetti. O mentor do Futurismo Marinettiano enviou Carrà a Paris para organizar a primeira mostra dos Futuristas italianos na cidade-luz, que ocorreu na Galeria Bernheim-Jeune (1912). A mostra itinerou a Londres, Berlim e Praga (1913). Na ocasião Carrà descobriu o nascente Cubismo nas vanguardas francesas e sua pintura, nesta fase de sua obra, tornou-se produto da síntese do Cubismo com os preceitos do Futurismo. Neste período inicial Carrà pintou algumas obras notáveis, na adaptação pessoal da técnica Pontilhista, invenção marcante dos artistas Pós-Impressionistas franceses, como Georges Seurat, Paul Signac e Henri-Edmond Cross, entre outros (v. Pontilhismo, no Blog http://arteeuropeiadevanguarda.blogspot.com).
 
Carrà depois se voltou para obras importantes, de denúncia política, como a pintura Os Funerais do Anarquista Galli (1911, óleo/ tela, 199 cm x 260 cm, no MoMA, Nova York). Carrà escreveu pouco depois seu manifesto: Pintura dos Sons, Rumores e Odores [Pittura del suoni, rumori e odori] lançado em Milão (11 ago., 1913; v. Manifestos Futuristas).
No ano inicial da Primeira Guerra Mundial Carrà passou prolongada temporada em Paris, onde conheceu Guillaume Appolinaire e Pablo Picasso. O artista voltou a viver em Milão, quando passou por crise de consciência, e, nessa fase, rompeu com F. T. Marinetti e o Futurismo italiano. Carrà, mesmo se mantendo afastado do grupo citado, manteve intacta sua amizade pessoal com Umberto Boccioni até o momento da morte do artista, com quem ele serviu ao exército italiano no Batalhão Lombardo dos Ciclistas e Motoristas. Boccioni e o arquiteto Antônio Sant'Elia morreram durante o conflito: foi Carrà, juntamente com seu amigo Emilio Piccolo, quem deslocou o corpo de Boccioni, enterrado em vala comum, para túmulo próprio no cemitério de Verona (1916).
 
Carrà foi ferido e enviado ao hospital militar (Ferrara, 1916); foi seu vizinho de leito hospitalar o artista plástico Giorgio de Chirico. Juntos, Carrà e De Chirico elaboraram as teorias que nortearam o movimento pictórico do Grupo (Italiano) da Pintura Metafísica (v;), o estilo influente na arte internacional, que ambos adotaram logo depois da guerra. O novo grupo formou-se em torno da revista Valori Plastici (Valores Plásticos, Roma, 1918-1922). A fotografia de Carrà vestindo o uniforme militar (Ferrara, 1916), se encontra reproduzida (HULTEN, et all., 1986).
O artista executou a Guerrapintura [Guerrapittura] (1915), considerada sua obra-prima. A maioria das pinturas citadas de Carrà foram incluídas por historiadores e destacados críticos de arte do século XX, entre as mais originais e notáveis pinturas da primeira fase do Futurismo italiano; muitas de suas reproduções se encontram publicadas (HULTEN, et al., 1986).
 
No período da dita, Pintura Metafísica, Carrà pintou várias de suas melhores e mais intrigantes obras como O Cavaleiro Bebado (1916-1917); O Ídolo Hermafrodita (1917, óleo/ tela, 65 x 42 cm, na coleção Jeri, Milão); O Quarto Encantado (1917, óleo/ tela, 65 x 52 cm) e a considerada a obra-prima da Pintura Metafísica, A Amante do Engenheiro (1917, óleo/ tela, 55 x 40 cm). A obra de Carrà Musa Metafísica, se encontra reproduzida (GAUNT, 1973; HULTEN, et al., 1986). Carrà expôs essas obras na sua primeira mostra individual realizada na Galeria Chini (Milão, 18 dez., 1917 - 10 jan., 1918), cidade onde ele voltou a viver.
Carrà participou de inúmeros encontros e discussões sobre arte, quando ele esteve com o grupo de intelectuais italianos que incluiu Giuseppe Ungaretti, Mássimo Bontempelli, Cardarelli e o escultor Medardo Rosso (Milão). Na década de 1930 Carrà produziu grandes pinturas murais; e, na década de 1940, foi-lhe concedida a cátedra de pintura na Academia de Brera (Milão, 1941). Carrà assinou vários Manifestos Futuristas (v.) e publicou A Pintura Metafísica [La pittura Metafísica].
 
Foram consagradas a Carrà duas grandes mostras retrospectivas: a primeira na Pinacoteca de Brera (Milão, 1942) e a seguinte na Pinacoteca de Roma (1962). Cinco pinturas de Carlo Carrà participaram da Sala Especial: Futurismo, na II Bienal do Museu de Arte Moderna (SAão Paulo, 1953): O Que Me Disse o Bonde (1911, óleo/ tela, 52 cmx 67 cm); Ritmos de Objetos (1911, óleo/ tela, 52 cmx 67 cm); A Mulher e o Absinto (1911-1912, óleo/ tela, 87 cmx 52 cm); A Galeria de Milão (1912, óleo/ tela, 90 cmx 50 cm) e O Cavalo e o Cavaleiro (1914-1915, colagem, 39 x 68 cm, na coleção Gianni Mattioli, Milão). Duas obras da segunda fase de Carrà, Banho de Marinheiros (1935) e O Rio (1950), pertencem ao acervo do MAC-USP. A obra de Carrà Verão [Estate] (1930, óleo/ tela, 166 x 121,5 cm, no acervo do Cívico Museo d'Arte Contemporânea, Milão), participou da mostra Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai, organizada com a curadoria de Tadeu Chiarelli e o apoio do Instituto Italiano de Cultura, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2003).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:


CATÁLOGO. II Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: EDIAM, 1ª edição, dez., 1953, p. 217.


 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J. A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L;. CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.; CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE; MARIA, L. DE; DI MILLIA, G.;FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 441-444.


 
CHIARELLI, T. O Tempo em Suspensão: Presença/ Ressonâncias da Pintura Metafísica e do Novecento Italiano na Arte de Argentina, Brasil e Uruguai. Apud CATÁLOGO. Novecento Sudamericano: Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp. 11, 23



 
READ, H. Histoire de la peinture moderne. Traduction de Yves Rivière. Paris: Aymery Somogy, 1960, p. 128. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

REFERÊNCIAS SELECIONADAS PARA O FUTURISMO.

 

 



REFERÊNCIAS SELECIONADAS PARA O FUTURISMO.
 

 

CATÁLOGO. ATTI, F. C. degli; FERRETTI, Daniela (Org.). Rusia, 1900-1930, L'Arte della Scenna. Milano: Galeria Electa. Moscou: Museo Bachrusín, 1990.

 
CATÁLOGO. BALLA, G. Giacomo Balla, 1894-1946, Da Balla a Ball´io. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 12 maio - 30 jun., 2000.

 
CATÁLOGO GERAL. MILLIET, S.; PFEIFER, W.. II Bienal do Museu de Arte Moderna.. São Paulo: EDIAM, 1ª ed., dez., 1953. 1953.

 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L;. CAUMONT, J;.CELANT, G;. COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE; MARIA, L. DE; DI MILLIA, G.;FABRIS, A.;FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.;GREGOTTI, V.;LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.;MENNA, F.; ÁCINI, P.;RONDOLINO, G;RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.;SILK, G.; SMEJKAI, F.;STRADA, V.;VERDONE, M.;ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs.


 
DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Dictionnaire de la peinture et de sculpture: l'art du XXe siècle. Sous la direction de Jean-Philippe Breuille. Paris: Lib, Larousse, 1991. 777p.: il., retrs. (Dictionnaires specialisés).

 

DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Le dictionnaire mondial de la photographie : la photographie des origines a nos jours. Sous la direction de Jean-Philippe Breuille. Paris: Larousse, 1994. 735p.: il., retrs. (Dictionnaires specialisés).


 
DICIONÁRIO. CHAMBERS. Biographical Dictionary. London: Melanie Parry Ed., Chambers - Hanap, 1997.


 

DICIONÁRIO. CHILVERS, I. The Concise Oxford Dictionary of Art and Artists. Edited by Ian Chilvers. Oxford: Oxford University Press, 1990. 517p. (Oxford reference)

 
DICIONÁRIO. CHILVERS, I. Dictionary of 20th century art. Edited by Ian Chilvers. Oxford: Oxford University Press, 1998. 670p. (Oxford reference)
 
 
 
 
DICIONÁRIO. DUDLEY, A; BADARSKY, D. The international Dictionary of Films and Filmmarkers. London: Papermac, 1984.


DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: il. pp. 468, 510-511.


 
DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il.

 
DICIONÁRIO. THOMPSON, K. A Dictionary of Twentieth-Century Composers1911-1971. London: Farber & Farber, 1973. 666p. 16,5 x24,5 cm.

 
CHIARELLI, T. O Tempo em Suspensão: Presença/ Ressonâncias da Pintura Metafísica e do Novecento Italiano na Arte de Argentina, Brasil e Uruguai. Apud: CATÁLOGO. Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai.São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp.07-12.

 
CORK, R.; BRETTE, A. Formulation d' un groupe rebelle à l' Exposition d' Octobre 1913. Traduction de Thérèse Fossatti. Apud CORK, R.; ELIOT, T. S.; KENNER, H.; LEMAIRE, G-G.; LEWIS, W.; McLUHAN, M.; POUND, E.; RODITI, É.; WEST, R. Windham Lewis et le Vorticisme.
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DUFOURCQ, N. (org.); ALAIN, O.; ANDRAL, M.: BAINES, A.; BIRKNER, G.; BRIDGMAN, N.; Mme. de CHAMBURE; CHARNASSÉ, H.; CORBIN, S.; AZEVEDO, L. H. C. de; DESAUTELS, A.; DEVOTO, D.; DUFOURQ, N.; FERCHAULT, G.: GAGNEPAIN, B.; GAUTHIER, A.; GÉRARD, Y. HALBREICH, H.; HELFFER, M.; HODEIR, A.; ROSTILAV, M.; HOFMANN, Z.; MACHABEY, A.; MARCEL-DUBOIS, C.; MILLIOT, S.; MONICHON, P.; RAUGEL, F.; RICCI, J.; ROUBERT, F.; ROSTAND, C.; ROUGET, G.; SANVOISIN, M.; SARTORI, C. SHILOAH, A.; STRICKER, R.: TOURTE, R.; TRAN VAN KHÊ, A. V., VERLET, C. VERNILLAT, F.; WIRSTA, A.; ZENATTI, A. La Música: Los Hombres, Los Instrumentos, Las Obras. Barcelona: Planeta, 1976, pp. 159, 175-176, 227, 352, 361, 364.



GINANNESCHI, E. O Enigma de uma Viagem na Arte do Século XX. Apud: CATÁLOGO. Novecento Sudamericano: Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp. 18-19

 
HAMLYN, G. (Ed.). The Larousse Encyclopedia of Music. Introduction by Antony Hopkins. With contributions of Benny Green, Dr. Everett Helm, Donald Paine, Roger Smalley and Stephen Walsh. London - New York - Sydney - Toronto: The Hamlyn Publishing Group. 1971, 1975, 1976, 1977. 576p.:il., algumas color. 20,5 cm x 29 cm.

 
 
LEMAIRE, G G. Prolégomènes au Vorticisme: Flux et Reflux en Angleterre. ApudCATÁLOGO. CORK, R.; ELIOT, T. S.; KENNER, H.; LEMAIRE, G-G.; LEWIS, W.; McLUHAN, M.; POUND, E.; RODITI, É.; WEST, R. Windham Lewis et le Vorticisme. Paris: Cahiers Pour un Temps, Centre Georges Pompidou, Pandora Ed., 1982, pp. 11-16.



 
PALESTRA. D’AGOSTINI, V. O Teatro Futurista. São Paulo: CEF, Encontros Estéticos,  27 abr., 2002.
 
 
 
PIERRE, J. El futurismo y el dadaismo. Madrid: Aguilar, 1968, pp. 150-152, 372.
 
 
 
SEUPHOR, M.: RAGON, M.: PLEYNET, M. L'Art Abstrait. Paris: Maeght, 1949. 1971-1988, 05 v.: il., pp. 46-47.


 

WECHSLER, D. De uma Estética do Silêncio a uma Silenciosa Declamação: Encontros e Apropriações de uma Tradição nas Metrópoles do Rio da Prata. Apud: CATÁLOGO. Novecento Sudamericano: Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp. 13-16
 

 




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