sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ARTE AMBIENTAL SONORA OU ÁUDIO-ARTE, ARTE DO ÁUDIO, ARTE SONORA, ARTE RUIDISTA (França, 1915; Itália, 1916-; Brasil, 1954-1955).

 

 
ARTE AMBIENTAL SONORA OU ÁUDIO-ARTE, ARTE DO ÁUDIO, ARTE SONORA, ARTE RUIDISTA (França, 1915; Itália, 1916-; Brasil, 1954-1955).


 
A maior surpresa do inventor do fonógrafo, Thomas Alva Edison (1847-1931), foi quando ele ouviu o som de sua própria voz gravada. Imediatamente o inventor constatou que o som de sua voz gravada era diferente do timbre que ele esperava escutar, pois o som da sua voz se deslocou de sua garganta para os seus ouvidos. A partir dessa constatação, válida para todos nós, verificamos que a Arte Sonora é extremamente complexa e inclui a música, os vários tipos de silêncio, o ruído, o ritmo, a polifonia, a dissonância, o contraponto, a harmonia, a melodia, os sons próximos, os sons remotos e os sons ambientais, entre tantos outros sons e seus efeitos associados.


O século XX pode ser considerado como o século do som: nunca até então tantos sons foram ouvidos e nenhum outro século proporcionou tantos meios técnicos para registrarmos esses sons. No movimento das vanguardas Cubistas parisienses, apesar do manifesto espacial de Pablo Picasso (1881-1972) ter sido a apresentação de Parada (Parade, 1917), preparado especialmente para os Balés Russos de Sergei Diaghilev (1872-1929), criado e executado por Picasso (cortina, cenografia e figurinos), com a coreografia de Leonid Massine (1894-1979), tendo Jean Cocteau (1885-1963) como um de seus idealizadores e o músico Erik Satie (1866-1925) como compositor. Desses, somente Cocteau e Satie cogitaram de criação musical de Arte Ruidista, quando Satie incorporou buzinas de automóvel, ruído de locomotiva, sons de batida da máquina de escrever, entre outros, na música ruidista de Parada. Cocteau, que liderou o Grupo dos Seis (v.), integrado por músicos das vanguardas francesas, teve suas idéias rejeitadas pelo grupo de Picasso e foi incisivamente criticado por Guillaume Apollinaire (1880-1918), amigo dileto e participante do Grupo do Barco Lavanderia [Bateau Lavoir] (v.). Quando Apollinaire apresentou sua palestra O Novo Espírito e os Poetas (Paris, 14 nov., 1917), ele atacou a Arte Ruidista, declarando ser a arte que futuramente dependeria do uso de máquinas. Apollinaire comparou o poema à sinfonia, na qual o fonógrafo tomaria parte através de ruídos, escolhidos e combinados artisticamente, liricamente; ele declarou que nem ao menos podia conceber poema de imitação do ruído, que não pudesse ser associado à qualquer sentido emocional, lírico ou trágico.


 


Foi o manifesto a Arte do Ruído (1913; v., abaixo), do pintor, músico e instrumentista, além de inventor de instrumentos musicais Luigi Russolo (1885-1947), que inaugurou a Arte Sonora ou Arte Ruidísta, primeiro a italiana e depois a mundial. Essa arte sonora dedicou-se à observação e gravação, do ruído e do silêncio, do som ocasional ou acidental, do som musical, do silêncio total, do silêncio percorrido por ruídos ocasionais, do ruído repetitivo, do ruído contínuo e do mimetismo na arte sonora. Em muitas ocasiões e por muitos, a Arte Ruidísta ou a Arte Sonora foi descartada, como caso vulgar de gravação de efeitos sonoros, utilizada somente como pano de fundo, coadjuvante de outras ações performáticas criadas e registradas em outros meios, como o cinema e o vídeo. Esta fase foi logo superada, devido à evolução tecnológica dos equipamentos de gravação e reprodução dos sons, tal qual os primeiros registros sonoros que existiram, como o Cilindro de Cera de Gravação Sonora [Wax Disc Record], ou a reprodução de sons gravados anteriormente, reproduzido através dos sulcos do disco colocado no Fonógrafo [Phonograph] (Thomas A. Edison); ou, um pouco mais tarde, a reprodução de sons gravados em fita-tape áudio-magnética, reproduzidos através do gravador, ou seja, o aparelho reprodutor de fita áudio-magnética. Algumas dessas inovações, entre vários novos intrumentos musicais, foram criações de Luigi Russolo, sendo os mais conhecidos o Entoarumor ou Rumorharmônio [Intonarummori] e o Russolofone, inventados antes da década de 1930. Podemos ainda citar outros instrumentos dessa fase tecnológica como o Pathéphone, Noisegraph, Dramagraph, Kinematophone, Soundgraph e o Gabinete de Efeitos Sonoros Excelsior [Excelsior Sound Effect Cabinet], entre tantos outros aparelhos, hoje completamente esquecidos, ou mesmo, desconhecidos. Quanto aos instrumentos inventados por Russolo, não sobrou nenhum preservado no mundo de hoje: fotografias originais do Entoarumor foram publicadas (HULTEN, et al., 1986).


 
A Arte Ruidísta, o Entoarumor e o Russolofone se tornaram conhecidos de personalidades das vanguardas como S. P. Diaghilev, V. V. Maiakowski (1893-1930), Dziga Vertov (1896-1954), Sergei Prokofiev (1881-1933) e Edgar Varese (1883-1965). Diaghilev chegou a considerar a Arte Ruidísta de Luigi Russolo como a de um gênio, mas nunca procurou integrá-la aos espetáculos de sua Companhia Teatral S. P. Diaghilev, que apresentou nos palcos mundiais os Balés Russos (Paris, 1909-1929). A Arte Ruidista de L. Russolo foi divulgada no âmbito das vanguardas Futuristas, com o Concerto Futurista, apresentado por ele com o seu Entoarumor na inauguração da mostra Pintores Futuristas Italianos, da qual participaram obras de Giacomo Balla (1871-1958), Fortunato Depero (1892-1960), Gerardo Dottori (1884-1977), Fillia (1904-1936), Antônio Marrasco (1896-1975), Bruno Munari (1907-1998), Pippo Oriani (1909-1972), Ugo Pozzo (1900-1981), Enrico Prampolini (1894-1956), Luigi Russolo (1885-1947), Alberto Sartoris (1901-1998) e Gino Severini (1883-1966), entre outros, realizada em Paris (1929). As ações performáticas Futuristas, inclusive as de Russolo podem ser encontradas detalhadas (v. Futurismo, e listagem das Performances, incluindo as Futuristas, nesse Blog, nas postagens antigas).



 


Russolo, que compreendeu e tratou o ruído como a grande renovação musical, também criou o novo sistema de notação musical. No entanto, a Arte Ruidista de L. Russolo silenciou com o advento das novas tecnologias de gravação sonora. No decorrer de suas pesquisas o músico se conscientizou de que os instrumentos que ele inventou realizavam a arte mimética sonora, mas ele conseguiu criar e desenvolver o instrumento capaz de derrotar a primazia dos órgãos musicais, o Russolofone. Esse aparelho, que chegou a ser utilizado na sonorização de filmes silenciosos, logo se tornou descartável devido ao nascimento do cinema sonoro, quando, no começo da década de 1930, a película de filme ótico e sonoro se tornou disponível para os cinegrafistas profissionais. Apesar da originalidade e do ineditismo da Arte Ruidista de L. Russolo, ele foi bastante atacado na sua época: sua arte chegou até nós porque o músico perseverou sempre nas suas pesquisas. O Futurista Luigi Russolo foi o primeiro a destruir um piano nos eventos patrocinados pela revista Les Soirées de Paris [As Noites de Paris], editada por Guillaume Apollinaire (Paris, 1912-1914).
 
Na década de 1930, o destaque foi para a Arte do Rádio (v.), que interessou mais profundamente às pesquisas dos Futuristas italianos, mas passou distante das vanguardas Surrealistas francesas (1924-1966), que nunca se interessaram por nenhum tipo de Arte Sonora ou Ruidista, e mesmo, menosprezaram-na, classificando-a como arte menor (sic). Foi Marcel Duchamp (1887-1968) quem criou a Escultura com Barulho Oculto, a primeira obra de Arte Sonora das vanguardas ocidentais (1915). Décadas mais tarde foi produzido o disco A Noiva Deixada Nua por seus Cavaleiros. Mesmo. Erratum Musical [The Bride Stripped Bare by her Bachelors. Even. Erratum Musical], no inédito sistema de composição musical criado por Duchamp e descrito por Petr Kotik nas notas lineares do disco O Mundo Musical Completo de Marcel Duchamp (The Entire Musical World of Marcel Duchamp, Multhipla Records, 1976). Duchamp fez mais, experimentou com a música criada através de várias caixinhas de música tocando melodias diferentes, todas ao mesmo tempo: ele aplicou, décadas antes de John Cage (1912-1992) o princìpio da música produzida com sons ocasionais.


 
O primeiro instrumento fotoelétrico, que realizou arte mimética sonora, foi o Singing Keyboard inventado em 1936, por Frederick Sommis (1911-). O instrumento foi construído em Hollywood, basicamente para servir aos filmes comerciais da RCA, empresa na qual Sommis trabalhava. O inventor usou filme ótico e sonoro para suas gravações, e, além de gravar música instrumental, o seu Singing Keyboard gravou sons de corais, descobriu e revelou novas qualidades na voz humana.



Na Rússia, quem mais se aproximou de uma Arte Sonora (1936) foi o cineasta Dziga Vertov (Denis Arcadievich, 1896-1954), seguido de Grigori Alexandrov (Grigori Vasilyevich Mormonenko, 1903-1983), Sergei Eisenstein (1898-1948), Lev Kuleshov (1895-1960) e Vsevolod Pudovkin (Vsevolod Illarionovich Pudovkin, 1893-1953). Todos se conheceram e conviveram. Vertov adquiriu sua educação básica musical, pois ele estudou piano e teoria musical no Conservatório de Petrogrado, antes de se aventurar nas experiências sonoras, gravando-as nas películas de filme ótico e sonoro. Vertov frequentava o Instituto Fisioneurológico de Petrogrado, onde conheceu artistas plásticos, escritores e, burocratas como Osip Brik (1888-1945), V. V. Maiakovsky (1893-1930) e Aleksandr Rodchenko (1891-1956), entre outros. Vertov se interessou pela possibilidade de gravação do som documental e realizou experiências gravando sons de serraria, cachoeira, de palavras soltas espacialmente, de estação de trem e daí por diante.
 
No Brasil a influência da Arte Sonora ou Arte Ambiental Sonora se mostrou inicialmente no balé Lenda do Amor Impossível, que estreou com a música baseada nos sons e ruídos do dito, Ambiente Sonoro Brasileiro, criado pelo bailarino e coreógrafo húngaro Aurélio Milloss (1906-1988), especialmente para o Ballet do IV Centenário de São Paulo (v.). O argumento desse espetáculo, idealizado pelo artista plástico, cenógrafo e figurinista Emiliano Di Cavalcanti (Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo, 1897-1976), contou a história da paixão de Yara, a deusa das águas, pelo personagem conhecido como o Solitário. O rio do espetáculo ficava ao lado de mata, povoada com seres da floresta. O fato do balé ter sido encenado sem a música de compositor conhecido, adaptada, ou criada especialmente, foi certamente uma das principais características que marcaram este espetáculo como de vanguarda. Participaram vários bailarinos, bem como músicos, pianistas ensaiadores do espetáculo, na criação coletiva do ambiente sonoro, idealizado por A. Milloss. De acordo com o pianista Oleg Kusnekov, que trabalhou durante dois anos como ensaiador das músicas dos espetáculos da companhia, Milloss criou primeiro a coreografia desta performance especial; ele depois escolheu o tipo de som que desejava ouvir, associado às determinadas cenas. A idéia principal foi lembrar os sons da floresta tropical: no fundo soava permanentemente o som dos atabaques indígenas, associado a sons ocos, de cascas de côcos batendo umas contra as outras, além de sons musicais produzidos pelos próprios dançarinos na técnica da Boca Chiusa [Boca fechada]; e sons de palavras soltas, emitindo sibilos, semelhantes ao som de sirenes, mas produzidos pela voz humana. Permaneceu sempre soando ao fundo do palco a percussão variada. Milloss construiu o roteiro sonoro com marcações determinadas, mostrando a duração dos tempos e dos compassos criada para os sons inventados e produzidos ao vivo, junto com a performance de dança. Esse balé experimental, colaboração marcante de Di Cavalcanti e Milloss, inaugurou entre nós a fusão da dança com a música, da Arte Ambiental Sonora produzida por dançarinos. nas performances do Ballet do IV Centenário de São Paulo (Rio de Janeiro – São Paulo, 1954-1955).
 
 
Na década de 1960 foi inaugurada a era dos sons eletro-eletrônicos; foi Les Paul (1915-2009) quem inventou a guitarra elétrica. Os instrumentos foram utilizados pelos mais conhecidos astros do século XX, como Paul McCartney (1942-) na sua carreira solo de muito sucesso, depois de sua participação no Grupo (Britânico) dos Beetles. O músico Les Paul fez mais, pois foi com ele que os sons intrumentais foram gravados em canais separados, individualmente. Os principais acontecimentos artísticos da música eletroeletrônica ocorreram em Nova York. No festival de Música Eletrônica Novos Sons e Ruídos [New Sounds and Noises] participaram John Cage (John Milton Junior, 1912-1992), Dick Higgins (Richard Higgins,1938-1998), Jackson McLow (1922-2004) e a bailarina Ivonne Rainer (1934-), entre outros.

 
 
O músico La Monte Young (1935-) realizou uma série de eventos musicais na Loft pertencente à Yoko Ono (1933-), com a participação de música dele, de Ono e John Lennon (1940-1980), o mais conhecido artista do Grupo dos Beetles e de Jackson Maclow. Ono formou-se em música e foi sua criação os sons e as imagens registradas por ela no filme Descarga [Flushing], no qual a artista valorizou o som da descarga do vaso sanitário, divulgado nos eventos Fluxo, da mostra do grupo realizada no CCBB (Rio de Janeiro, 2003). O grupo Fluxus, do qual participaram vários músicos inclusive John Cage, realizou várias performances, visuais e sonoras de curta duração (3´a 6´), em eventos que muitas vezes radicalizaram como a destruição de piano, com serrote e martelo, no Festival Neo-Dadá na Música [Festival Neue Dada in der Musik]. O evento foi organizado por George Maciunas (1931-1978), mentor do grupo e pelo músico e performático Nan June Paik (1932-); e o 1º Festival Fluxus Fluxorum, também organizado por Maciunas, com a colaboração de Joseph Beys (1921-1986), que abriu as portas da Academia de Arte de Dusseldorf para o grupo norte-Americano. Foram apresentadas ações performáticas de John Cage, Dick Higgins, Ben Patterson (1935-), Tomas Schmit (1943-2006), Wolf Vostell (1932-1988) e Emmet Williams (1925-2007), entre outros artistas plásticos, visuais e performáticos do Grupo Fluxo (Wiesbaden Alemanha, 1962; v. Acontecimentos [Happenings] e Performances e Ações Multimidiáticas e outras, nesse Blog).


 
 
 
Outro evento sonoro foi o festival Festum Fluxorum Fluxus, que apresentou Música, Anti-Música, o Teatro Instrumental [Musik, Antimusik, das Instrumentalle Theater], com Josef Beys, Georges Brecht (1926-2008),, John Cage (1879-1953), Al Hansen (1927-1995), Robert Filliou (1926-1987), Dick Higgins (1938-1998), Alison Knowles (1933-), George Maciunas (1931-1978), Nan June Paik (1932-), Ben Patterson (1935-), Tomas Schmit (1943-2006), Daniel Spoerri (Isaac Feinstein, 1930-), Wolf Vostell (1932-1988), Emmet Williams (1925-2007) e La Monte Young, entre outros. O Festival itinerou à Copenhagen (Dinamarca) e Paris (França, 1963). Em Nova York foi apresentada a obra multimidiática musical The Tortoise, his Dreams & Journeys, com La Monte Young, Marion Zazeela (1940-), John Cale (1942-) e Tony Conrad (1940-), no Teatro de Bolso (Pocket Theater, 1964).






A música experimental norte-americana se desenvolveu através do trabalho de muitos pioneiros, entre os quais La Monte Young, que desejava ouvir sons musicais separadamente da música, em partes distintas e criar novas formas para a música tradicional, incorporando à música a indeterminação e o acaso dos sons achados, bem como repetir várias notas ou uma nota só, indefinidamente, a fim de conquistar desta forma a audição do público-ouvinte. Quem realizou primeiro a audição com um conjunto de seis intrumentistas tocando sua Sinfonia Monótona, foi Yves Klein (1928-1962), que apresentou este acompanhamento musical na apresentação de sua obra performática Antropometrias da Época Azul, na Galeria Contemporânea (Paris, 1960).

 
Ainda na Europa, Arman (Armand Pierre Fernandez, 1928-2005), artista do Grupo dos Novos Realistas [Nouveaux Réalistes] mudou o foco de sua obra performática para objetos, incluindo instrumentos musicais, que ele queimou na sua conhecida série de obras Combustão, como violino, além de outros instrumentos como violoncelo, violão e contrabaixo. Alguns foram queimados, outros foram serrados ou destruídos, picados em pedacinhos usando machadinha, na série de obras que ele chamou de Cortes [Coupes], ou, usando energia na ação violenta que ele chamou de Cóleras [Colères] quando o artista, agindo como se estivesse enraivecido, destruiu vários instrumentos. Na maioria dessas obras Arman apresentou os pedaços que restaram de sua Cólera organizados dentro de caixas de madeira, pintadas em várias cores com tampa de acrílico transparente, apresentadas em mostras francesas e internacionais. Outro destruidor, desta vez de pianos, foi o coreano morador de Nova York, Nan June Paik, que destruiu não um, mas três pianos ditos, preparados, e treze monitores de televisão no seu segundo concerto realizado na galeria de arte que patrocinou o evento performático A Exposição da Televisão Musical Eletrônica (The Exposition of Music Eletronic Television, Wiesbaden, Alemanha, 1963). Outros artistas radicados em Nova York, destacados entre os que abraçaram a pesquisa musical, foram Phillip Glass (1937-), Joan La Barbara (1947-), Alvim Lucier (1931-), Pauline Oliveros (1932-), Steve Reich (1936-) e Terry Riley (Terrence Mitchel Riley, 1935-), entre outros (GOLDBERG, 1998).
 
 

Outro performático destacado no século XX foi o norte-americano Vito Acconci (Vito Hannibal Acconci, 1940-) que apresentou a obra sonora multimídia Recording Studio for Air Times, no MoMA. O músico norte-americano Jonathan Brodsky (1942-), realizou, em parceria com Ed Tommey o seu Opus para Voz; Movimentos 01, 02, 03: as Canções Radicais Para Pássaros do Irã [Opus for Voice, mouvements 1, 2, 3, The Radical Songbirds from Iran], gravação registrada por Reach Out International Records (ROIR, A-149). E François Dallegret (1937-) criou sua escultura sonora A Máquina [La Machine]que expôs em Quebec (Canadá); e nos Estados Unidos, no Milwaukee Art Center (Milwaukee) e no Museum of Contemporary Art (Chicago, 1966).

 
Entre os artistas de vários países que exploraram primeiro a androgenia nas artes foram o músico inglês David Bowie (1947-) e os músicos norte-americanos do grupo Roxy Music, do qual Andy Warhol (1928-1987) participou, além de seu amigo e parceiro, o músico Lou Reed (Lewis Allan Reed, 1942-2013), associado à banda de rock do Velvet Underground (v.). No início da década de 1960 a música do grupo foi lançada no espaço administrado durante curto período por Andy Warhol. Reed foi um dos pais do rock pauleira, com som alto demais, baseado na estética que criava o Muro Sonoro, dito, Paredão do Barulho ou Paredão Sonoro. Na década de 1970 a nova música experimental das vanguardas americanas encontrou seu espaço nos clubes alternativos, que, nessa época, experimentaram seu apogeu como The Mudd Club, TR 3 e CBGB. Nesses locais se apresentaram vários músicos vanguardistas como Glen Branca (1948-), John Lurie (1952-), Patti Smith (Patricia Lee Smith, 1946-) e Alan Suicide Vega (Boruch Alan Bermowiktz, 1938-), além do novo jazz dos Lounge Lizards e da orquestra Love of Life, de Peter Gordon (1951-)(GOLDBERG, 1998).



Na década de 1980 o artista plástico Julius apresentou sua obra sonora Música para os Olhos, com transmissão direta através da pálpebra (Berlim, 1981). O início do século XXI viu a popularização de novas tecnologias de reprodução dos sons, como a do Disco-Laser, que possibilitou a popularização do equipamento que se tornou cada vez mais portátil, pequeno e fácilmente transportável pelo usuário. A nova tecnologia do MP-3 Player (Brasil, 2000-), que, associado à popularização do uso do computador, permitiu ao usuário baixar músicas da INTERNET, rede mundial dos computadores e gravá-las em quantidade no pequeno dispositivo, o IPOD, ainda mais fácilmente transportável pelo usuário. O procedimento gerou inúmeras questões, principalmente quanto aos direitos autorais dos compositores envolvidos, devido à imensa quantidade de cópias não autorizadas de músicas lançadas anteriormente por gravadoras comerciais. Ainda hoje, a questão não se encontra resolvida, e ainda não existe no Brasil legislação efetiva que regulamente a produção e a gravação de músicas disponibilizadas, legalmente ou não, através da INTERNET; 2009-2010).

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:


BOWLT, J. Russian Art of The Avant-Garde: Theory and Criticism, 1902-1934. London: Thames & Hudson, 1976. 1988, pp. 240-243.
 
 

BRITT, D.; MACKINTOSH, A.; NASH, J. M.; ADES, D.; EVERITT, A; WILSON, S.; LIVINSGSTONE, M. Modern Art: from Impressionism to Post-Modernism. London: Thames and Hudson, 1989, 416p.: il., p.256.



CATÁLOGO. Cinema Revolução: a Produção Russa, de 1925 a 1946. Rio de Janeiro: CCBB, 2002.



CATÁLOGO. Cinema Russo e Soviético. Cinemateca Brasileira nas manifestações cinematográficas da VI Bienal de São Paulo.  São Paulo: Museu de Arte Moderna, Gosfilmfond, Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, 1961/ 1962.


 
CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L;. CAUMONT, J;.CELANT, G;. COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE; MARIA, L. DE; DI MILLIA, G.;FABRIS, A.;FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.;GREGOTTI, V.;LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.;MENNA, F.; ÁCINI, P.;RONDOLINO, G;RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.;SILK, G.; SMEJKAI, F.;STRADA, V.;VERDONE, M.;ZADORA, S. Futurism and Futurisms.New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 558-562.

CATÁLOGO. KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 12992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il., pp. 40-45.

 


DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: il., p. 545.

DUFOURCQ, N. (Org.); ALAIN, O.; ANDRAL, M.: BAINES, A.; BIRKNER, G.; BRIDGMAN, N.; Mme. de CHAMBURE; CHARNASSÉ, H.; CORBIN, S.; AZEVEDO, L. H. C. de; DESAUTELS, A.; DEVOTO, D.; DUFOURQ, N.; FERCHAULT, G.: GAGNEPAIN, B.; GAUTHIER, A.; GÉRARD, Y. HALBREICH, H.; HELFFER, M.; HODEIR, A.; ROSTILAV, M.; HOFMANN, Z.; MACHABEY, A.; MARCEL-DUBOIS, C.; MILLIOT, S.; MONICHON, P.; RAUGEL, F.; RICCI, J.; ROUBERT, F.; ROSTAND, C.; ROUGET, G.; SANVOISIN, M.; SARTORI, C. SHILOAH, A.; STRICKER, R.: TOURTE, R.; TRAN VAN KHÊ, A. V., VERLET, C. VERNILLAT, F.; WIRSTA, A.; ZENATTI, A. La Música: Los Hombres, Los Instrumentos, Las Obras. Barcelona: Planeta, 1976, pp. 364, 369.



GOLDBERG, R. Performance Art: from Futurism to the Present. London: Thames and Hudson 2001. 206 p., il.; algumas color. pp. 52-54. 15 x 21 cm. (world of art).

 


GOLDBERG, R.; ANDERSON, l. (Foreword). Performance: live art since 1960. New York: Harry N. Abrams, 1998. 240p.: il. 26 x29 cm.


KOVTUN, Y. (Introd., documentary material and annotation); BOWLT, J. (Foreword.). The Russian Avant-Garde in the 1920-1930s: Painting. Graphics, Sculpture, Decorative arts from the Russian Museum in St. Petersburg. Bournemouth: Parkstone Publishers. St. Petersburg: Aurora Art Publishers, 1996, 175p.: il., algumas color.
PIERRE, J. El futurismo y el dadaísmo. Madrid: Aguilar, 1968, p. 371.

sábado, 4 de janeiro de 2014

BIOGRAFIA: SIRONI, Mário (1885-1965).



BIOGRAFIA: SIRONI, Mário (1885-1961).

 


O artista nasceu em Sassari e morreu em Milão (Itália). Sironi estudou desenho; depois que foi curado de depressão nervosa ele estudou na Academia de Belas Artes (Roma). Sironi conheceu Giaomo Balla, Umberto Boccioni e Gino Severini, quando passou à frequentar o ateliê de Balla, professor dos outros artistas. Sironi foi influenciado pelo Futurismo, ao qual ele aderiu quando foi viver em Milão (1905). Sironi se tornou amigo próximo de Boccioni, com quem ele viajou para Paris (França) e Munique (Alemanha, 1908).




Sironi foi convidado para participar de performance teatral conjunta com F. T. Marinetti, realizada na Galeria Sprovieri, conhecida como a Galeria Futurista (Roma, 29 mar., 1914). O dito, Comitê dos Artistas Futuristas, formado por F. Marinetti, Carlo Carrá, G. Balla e U. Boccioni, decidiu admitir oficialmente Sironi no grupo. Sironi foi considerado verdadeiro Futurista, pois pintava obras que, de modo original, buscavam o dinamismo plástico na sua pesquisa pessoal (16 mar.,1914). Na mesma galeria citada e no mesmo ano os artistas plásticos do grupo colocaram em exposição as obras de arte encomendadas por Marinetti aos artistas italianos (abr. – maio).



Logo que começou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Sironi, juntamente com outros do grupo, inclusive Umberto Boccioni e o arquiteto Antonio Sant'Elia, participou do Batalhão Lombardo de Ciclistas e Motoristas. Sironi permaneceu por curto período à serviço do exército italiano (jun. – dez., 1915); no período ele assinou o manifesto O Orgulho Italiano, juntamente com F. T. Marinetti que apoiou a entrada da Itália na guerra. Apesar da tragédia que representou a morte de U. Boccioni e A. Sant'Elia no decorrer do conflito, logo após o final da guerra os Futuristas reagruparam-se e expuseram suas obras em mostra coletiva (1919). Os artistas publicaram outro manifesto, Contra Todas as Revisões na Pintura, assinado por Sironi, Leonardo Dudreville, Achille Funi e Luigi Russolo. A arte de Sironi foi bastante influenciada por Boccioni, que, por sua vez, admitiu nas suas obras a influência de Gaetano Previatti.

 

No início da década de 1930 Sironi foi apoiado pelo diretor da Trienal de Milão, onde o artista expôs gigantescos murais com temas corporativistas (1933). Sironi assinou o Manifesto della pittura murale [Manifesto da Pintura Mural]: nele, o artista propôs-se a reviver o classissismo inspirado na antiga arte da Itália mediterrânea, especialmente da Etrusca. Sironi retomou antigas técnicas como as do Afresco, da Pintura Mural, do Mosaico e Baixo-Relevo monumental. O apoio do Estado Italiano fez-se presente quando Sironi recebeu várias encomendas realizadas para o Palácio da Justiça (Milão, 1936-1939). O governo convidou outros artistas do grupo do Novecento, como Achille Funi, M. Martini, P. Marrusig e G. Severini, para criarem afrescos, murais, mosaicos e esculturas para obras públicas. Sironi tornou-se o artista mais influente no grupo do Novecento, foi ele quem transformou este movimento na verdadeira expressão da arte estatal estritamente oficial. Sironi realizou projetos arquitetônicos como o do Pavilhão da Fiat na Feira de Milão; ele criou cenografia teatral, além de publicar seus escritos, que tentaram formular a teoria que tornasse aceitável o marcante retrocesso da arte italiana na nova estética vinculada ao regime fascista, da qual ele foi um dos mais proeminentes representantes.


Obras de Sironi foram exibidas no Brasil: ele expôs 05 pinturas na Sala Especial do Futurismo, com curadoria de Umbro Appolonio que assinou o texto no catálogo da II Bienal Internacional (São Paulo, 1953): Composição (1912, lápis, guache, 48 cm x 32 cm, no acervo da Galeria Il Milione, Milão); Figura (sd, tinta, 19 cm x 13 cm, na coleção de Gianni Mattioli, Milão); Plástica de uma cabeça (1913, têmpera, 30 cm x 22 cm, no acervo da Galeria Il Milione); Auto-Retrato (1913, óleo/ tela, 53 cm x 49 cm, na Galeria de Arte Moderna, Milão); e Composição Futurista (1914, óleo/ tela, 71 cm x 76 cm, coleção particular), entre outras sete pinturas em exposição na sala italiana citada. Outras obras de M. Sironi participaram da mostra Novecento Sudamericano. Relações artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai, realizada com a curadoria de Tadeu Chiarelli e apoio do Instituto Italiano de Cultura na Pinacoteca do Estado de São Paulo (31 ago. - 05 out., 2003). Sironi expôs Os Pescadores (1924, óleo/ tela, 108,8 cm x 89,4 cm, na coleção do MAC - USP) e Bebedores com Taça (1930, óleo/ tela, 70 cm x 55 cm, na coleção Civiche Racolte D'Arte, Milão).



Um dos destaques da obra de Sironi, a pintura Ciclista (1916), na qual o artista apresentou sólida volumetria com cores tristes e pesadas, marron e algum azul, realizada na técnica mista com colagem e influenciada pelo Cubismo, obra que provávelmente recordou-lhe seu amigo Boccioni no Batalhão Lombardo de Ciclistas e Motoristas, quadro que pertence ao acervo do MNAM (Paris) e que participou da mostra Futurismo & Futurisms, realizada no Palazzo Grassi (Florença) e que se encontra reproduzida no catálogo (HULTEN, 1986).

 



REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

 

 

CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 574. 30 x 22 cm.



 

CATÁLOGO GERAL. II Bienal do Museu de Arte Moderna. São Paulo: EDIAM, 1ª ed., dez., 1953, pp. 219, 226.



 

DICIONÁRIO. CHILVERS, I. A Dictionary of 20th century art. Edited by Ian Chilvers. Oxford: Oxford University Press, 1998. 670p., pp. 145, 457. (Oxford reference). 



 

DICIONÁRIO.SCHMIED, W.; WITFORD, F.; ZOLLNER, F. The Prestel Dictionary of Art and Artists in the 20th century. Munich – London - New York: Prestel, 2000. 381p.: il., pp. 332-333.  



 

ENSAIO. CHIARELLI, T. O Tempo em Suspensão: Presença/Ressonâncias da Pintura Metafísica e do Novecento Italiano na Arte de Argentina, Brasil e Uruguai. Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, p. 09.



 

ENSAIO. GINANNESCHI, E. O Enigma de uma Viagem na Arte do Século XX. Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp. 18-20.



 

 

ENSAIO. WECHSLER, D. De uma estática do Silêncio a uma Silenciosa Declamação. Encontros e apropriações de uma Tradição nas Metrópolis do Rio da Prata. Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, p. 13

domingo, 29 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA:MUNARI, Bruno (1907-1998).



 
BIOGRAFIA:MUNARI, Bruno (1907-1998).

O artista italiano multimídia nasceu em Milão. Munari participou do Futurismo: foi pintor, poeta, ensaísta, designer e construtor de objetos plásticos e escultóricos em movimento. Munari pertenceu ao primeiro grupo dessa vanguarda italiana e assinou, juntamente com Aligi Sassú (1912-2000), Manifesto Futurista (1929). Na época, o movimento liderado por F. T. Marinetti (1876-1944), esteve completamente associado ao fascismo, que, durante décadas, dominou a política e a arte italiana (1922-1944). Sassú, o amigo de Munari, bem mais tarde mudou de lado, foi com armas e bagagens para o Grupo Corrente (Milão, 1938-1940), o primeiro grupo das vanguardas que lutou contra os ditames fascistas.

 
Bruno Munari tornou-se fundador do Grupo (Italiano) da Arte Concreta (Milão, 1948-1958). Obras de Munari participaram de inúmeras mostras, tanto na Itália e no exterior; o artista destacou-se na mostra Arte Concreta, realizada no Museu de Arte Moderna (Roma, 1951). Várias obras de Munari realizadas nas técnicas variadas de aquarela, desenho e gravura (1935-1954), que quase chegam à abstração, sendo que algumas abordam temas eróticos, pertencem ao acervo do Circulo Italiano (Edifício Itália, São Paulo).

 

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:



DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Dictionnaire de la peinture et de sculpture : l'art du XXe siècle. Sous la direction de Jean-PhilippeBreuille. Paris: Lib, Larousse, 1991. 777p.: il., retrs., pp. 594-595. (Dictionnaires specialisés).



DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., p. 229.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA: ROSAI, Ottone (1895-1957).


ROSAI, Ottone (1895-1957).

 


O artista italiano nasceu em Florença e morreu em Ivrea (Itália). Rosai foi um dos pintores associados ao Futurismo, movimento lançado por F. T. Marinetti. O artista se tornou escritor, criou textos em formas tipográficas livres extremamente criativos, quando também criou letras originais e associou palavras às artes gráficas. A obra Zang Tumb Tuum foi de estética Dadaísta, homenageando seu mentor Futurista. Rosai foi um dos colaboradores da revista Lacerba (Florença, 1913-1915), uma das mais importantes publicações das vanguardas européias; o artista foi amigo de Ardengo Sofficci (1879-1964).


Depois de sua primeira fase pictórica, a influência criativa do Futurismo italiano foi gradualmente desaparecendo das obras de Rosai (1916-1919), que se tornaram pesadas devido ao retrocesso ao Figurativismo. Rosai participou da performance dos artistas Futuristas, encenada no Teatro degli Independenti Sperimentali [Teatro dos Independentes Experimentais], de Anton Giulio Bragaglia (1921). Desta ação também participaram Massimo Campigli (1895-1971), Filippo De Pisis (1896-1956), Gerardo Dottori (1881-1973), Ubaldo Oppi (1889-1942), Enrico Prampolini (1894-1956), Carlo Sócrate (1880-1967)e Sciltian (1900-1985), realizada com a música A Modo de Tango (1921), de Alfredo Casella (1883-1947).


 

O local se transformou em um centro cultural Futurista, onde foram realizadas palestras e debates, além de espetáculos e leituras de poesias, promovidos pelos artistas associados ao grupo. Rosai expôs duas pinturas Dinamismo - Bar San Marco (1912, óleo/ cartão, 57 cm x 62 cm, na coleção Gianni Mattioli, Milão) e Garrafa Zang Tumb Tuum (1912, óleo/ tela, 45 cm x 35 cm, Milão), na Sala Especial do Futurismo com curadoria de Umbro Appolonio, na II Bienal Internacional (São Paulo, 1953). A paisagem Moinho (Molino, 1938), de Rosai, no acervo da Galeria Cívica de Arte Contemporânea, Milão), participou da mostra Novecento Sudamericano, Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai, realizada com o patrocínio do Instituto Italiano de Cultura, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (31 ago. - 05 out., 2003). Outra pintura de Rosai, Os Filósofos [I Filosifi] (1920), também participou da mesma mostra, quando o artista expôs figuração das mais interessantes; as obras de Rosai se tornaram marcantes através do uso restrido da cor, nas gradações que oscilaram dos beges claros ao marrons escuros: o quadro citado pertence ao acervo da mesma galeria citada (Milão).

 

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

 
DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Dictionnaire de la peinture et de sculpture : l'art du XXe siècle. Sous la direction de Jean-PhilippeBreuille. Paris: Lib, Larousse, 1991. 777p.: il., retrs., p. 537. (Dictionnaires specialisés).
 
 

CATÁLOGO GERAL da II Bienal do Museu de Arte Moderna. São Paulo: EDIAM, 1ª ed., dez., 1953, p. 218.

 

ENSAIO. CHIARELLI, T. O Tempo em Suspensão: Presença/ Ressonâncias da Pintura Metafísica e do Novecento Italiano na Arte de Argentina, Brasil e Uruguai. Apud CATÁLOGO. Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp.07-12.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA: RESPIGHI, Ottorino (1879-1936).



 
BIOGRAFIA:RESPIGHI, Ottorino (1879-1936).



 
O músico italiano foi aluno de Nicolai Andreevich Rimsky-Korsakov (1844-1908) e de Max Bruch. Respighi tornou-se conhecido como regente, pois ele praticou certo brio orquestral e dedicou-se à recobrar a tradição da antiga Escola Sinfônica Italiana, descobrindo músicas compostas para alaúde (1918; 1923; 1932).

 

Respighi criou poemas sinfônicos de grande beleza, como As Fontes de Roma (1916) e Os Pinheiros de Roma (1924); ele criou e adaptou música de compositores italianos para balés. Respighi chamou a atenção do empresário russo Sergey Diaghilev (1872-1929), na ocasião em que ele se apresentou com série de pequenas peças compostas por Rossini, escritas somente para seu deleite pessoal e de seus amigos, descritas pelo compositor como os Pecados da Velhice. Na ocasião, Diaghilev chamou a atenção de Léonid Massine (1894-1979), entre os principais bailarinos e principal coreógrafo, que imaginou o balé passado em loja de brinquedos, apresentando grande variedade de bonecos dançantes. O tema deste balé se encaixou com perfeição no estilo de coreografia quase mecânica que Massine praticava, desde que levou aos palcos parisienses a inovadora coreografia de Parada [Parade] (1917).

A idéia original de Massine resultou no balé com música de Rossini, adaptada e orquestrada por Ottorino Respighi para A Boutique Caprichosa [La Boutique Fantasque] (1920), encenada em primeira récita pelos Ballets Russes de Sergei Diaghilev, com cenários e figurinos de André Derain (1880-1954). No Brasil a obra foi gravada no primeiro registro mundial da Aria Antiche e Danze, na versão com redução para piano de Ana Cláudia Agassi (São Paulo: Masterclass). Esse balé, A Boutique Caprichosa [La Boutique Fantasque] (1920), alcançou grande sucesso, principalmente em Londres, onde, décadas mais tarde, foi reencenado pelo Sadler's Well Ballet, no Teatro do Covent Garden (1947). E, no final da década de 1950, Tatiana Leskova reviveu a coreografia de Massine para esse encantador balé, que estreou no palco do TMRJ/ Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ocasião em que o coreógrafo russo supervisionou pessoalmente sua antiga coreografia.
 

Respighi esteve várias vezes no Brasil: ele apresentou o recital de canto de sua esposa Elsa Respighi na SCA/ Sociedade de Cultura Artística (São Paulo, 27 jun., 1927). O músico e maestro voltou novamente ao país, quando apresentou com sua regência o Concerto Sinfônico, na SCA (28 jun., 1928). Não foi somente essa a sua participação nas artes brasileiras: o coreógrafo húngaro Aurélio Milloss (v. biografia abaixo) utilizou a Passacaglia em Dó menor, de Johan Sebastian Bach, escrita originalmente para orgão, que O. Respighi adaptou para balé que o Ballet do IV Centenário de São Paulo dançou nos palcos brasileiros (Rio de Janeiro - São Paulo, 1954-1955). O espetáculo, com coreografia de Milloss e cenários e figurinos de Cândido Torquato Portinari (1903-1962), estreou na dita, Semana da Marinha (Rio de Janeiro, 07-13 dez.; e no TMRJ, dias 08, 18 e 23 dez., 1954); no TS/ Teatro Santana (São Paulo, 18, 19 e 20 jun., 1955). A bailarina Lia Dell'Ara foi assistente de Direção Coreográfica para este balé, que Milloss criou como a maior expressão simbólica destinada às comemorações do IV Centenário de São Paulo (1954).

 
 
Portinari criou trajes que separou os bailarinos por grupo de cores: em branco, as estrelas Addy Addor e Edith Pudelko; em amarelo, o grupo formado por Addy Addor, Alzira Máttar, Maria Helena Freire, Noêmia Weiner, Oriette Barros e Suzana Faini, nos espetáculos realizados no TS; substituídas por Luisa Splendore, Maria Helena Freire, Neyde Rossi, Noêmia Weiner, Oriete Barros e Suzana Faini (1955). Dançaram com roupas cor-de-rosa Anette Monteiro, Isabel Fernandes, Márika Gidali, Myriam Hirsch, Sioma Fantauzzi e Yara von Lindenau. Nos espetáculos paulistas a bailarina I. Fernandes foi substituída por Consuelo Griffiths (TS, 1955); dançaram vestidas com trajes verdes Cecília Nardelli, Eleonor Orlando, Helena Weber, Neyde Rossi, Tatiana Iewlewa e Yoko Okada; a bailarina Aládia Centenário substituiu N. Rossi nos espetáculos realizados no ano seguinte (São Paulo, 1955). Dançaram com trajes vermelhos Elizabeth Sewell, Eveline Barré, Marisa Magalhães, Muni Carnewal, Yolanda Verdier e Vera Maia, sendo Barré substituida por Ruth Rachou nas récitas paulistas (1955). Um grupo maior de bailarinos(as), dançou vestido de preto: integraram-no Acir Giannaccini, Djalma Brasil, Eduardo Sucena, Francisco Schwartz, Juan Giuliano, Michel Barbano, Norberto Nigro, Paulo Leandro, René Chomette, Ricardo Abellan, Tito Magnani e Vikton Austin, sendo que Álvaro Ícaro, Paulo Villar e Gilberto Motta substituiram R. Abellán, M. Barbano e R. Chomette nos espetáculos paulistas. A fotografia de Ady Addor, Ricardo Abellán e Yara von Lindenau em Passacaglia, se encontra reproduzida (VALLIN JR., 1998), mas desapareceram os desenhos de Portinari para esse balé. Uma única fotografia que se encontra reproduzida no livro Fantasia Brasileira, foi a que restou como documento histórico desse balé. Outra fotografia, Ottorino Respighi no seu jardim (Storia della Musica, de Franco Abiatti), se encontra reproduzida (TONI, 1998) e a fotografia (Henri Manuel) do jovem maestro italiano Respighi, se encontra reproduzida (DUFOURQ, 1976).



REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
 
 
DUFOURCQ, N. (org.); ALAIN, O.; ANDRAL, M.: BAINES, A.; BIRKNER, G.; BRIDGMAN, N.; Mme. de CHAMBURE; CHARNASSÉ, H.; CORBIN, S.; AZEVEDO, L. H. C. de; DESAUTELS, A.; DEVOTO, D.; DUFOURQ, N.; FERCHAULT, G.: GAGNEPAIN, B.; GAUTHIER, A.; GÉRARD, Y. HALBREICH, H.; HELFFER, M.; HODEIR, A.; ROSTILAV, M.; HOFMANN, Z.; MACHABEY, A.; MARCEL-DUBOIS, C.; MILLIOT, S.; MONICHON, P.; RAUGEL, F.; RICCI, J.; ROUBERT, F.; ROSTAND, C.; ROUGET, G.; SANVOISIN, M.; SARTORI, C. SHILOAH, A.; STRICKER, R.: TOURTE, R.; TRAN VAN KHÊ, A. V., VERLET, C. VERNILLAT, F.; WIRSTA, A.; ZENATTI, A. La Música: Los Hombres, Los Instrumentos, Las Obras. Barcelona: Planeta, 1976, p. 240.
 
 
PEREIRA, R. Tatiana Leskova: nacionalidade bailarina. Série Memória do Teatro Municipal. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, FUNARTE, Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 2001, p. 49.
 

SHEAD, R. Ballets Russes. Secaucus, New Jersey: Quarto Book, Wellfleet Press, 1989. 192p.: Il,.algumas color., 25 x 33 cm, pp. 94, 106.

TONI, F. C. Música e músicos do Ballet IV Centenário in Fantasia Brasileira. O balé do IV Centenário. Antropofagia nas Artes Cênicas São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC Belenzinho - XXXIV Bienal de São Paulo, 12 out. - 13 dez., 1998, p. 93.

VALLIM JR., A. R. Ballet IV Centenário: Emoção e Técnica in Fantasia Brasileira. O Balé do IV Centenário. Antropofagia nas Artes Cênicas São Paulo 1953-1955. São Paulo: SESC Belenzinho - XXXIV Bienal de São Paulo, 12 out. - 13 dez., 1998, p. 33.

sábado, 21 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA: CASAVOLA, Franco (1891-1955).

  
 
BIOGRAFIA:CASAVOLA, Franco (1891-1955).

 
O músico italiano nasceu em Moduno, e morreu em Bari. Casavola estudou música em La Rotella (Bari); e, com Otorino Respighi (1879-1936), no Conservatório (Roma). Logo Casavola estava compondo a música para as peças Futuristas: As Mãos de Cristal [Le mani di cristallo], de Francesco Cangiullo (1884-1977) para o Teatro da Surpresa; a música Rãs ao Claro da Lua [Ranocchi al chiaro di luna] e A Dança dos Símios [La danza delle sccimie], para Anton Giulo Bragaglia (1890-1960), peças encenadas no Teatro dos Independentes Experimentais (Roma). Casavola musicou o poema de palavras em liberdade Piedigrotta (1922), de Francesco Cangiullo (1922); ele compôs a música para a peça Prece para a Luzinha [Preghiera del lumicino] (1923), de autoria de Paolo Buzzi (1874-1956) e para a Balada dos Gnomos [Ballata dei gnomi]), de Enrico Cavacchiolli (1885-1954).

 

Casavola escreveu e assinou sozinho sete manifestos: A Música doFuturo; A Música Ilustrada; A Versão Cenoplástica da Música; A Atmosfera Cromática da Música; e ainda mais três manifestos, referentes ao teatro: o Manifesto do Teatro do Instante Dilatado; o Manifesto do Teatro Imaginário e o Manifesto do Teatro Pequeno. Casavola assinou com Anton Giulio Bragaglia (1890-1960)e Luciano Folgore (1888-1966), o Manifesto A Síntese Visível da Música. O músico publicou, no total, oito manifestos (v. Manifestos Futuristas). Casavola compôs A Dança do Motor de Propulsão [La danza dell' elica], quando incluiu na orquestra um motor de combustão interna e uma máquina de vento. A obra foi apresentada no palco do Novo Teatro Futurista (1924). O músico compôs a Canção Ruidísta [Canzone rumorista], para o balé de Fortunato Depero, Anthicam del 3000; e a música para o intervalo das peças de F. T. Marinetti (1876-1944), Prisioneiros [Prigionieri] e Vulcão [Vulcan].


 
Foi Casavola quem compôs várias músicas para o instrumento inventado e patenteado pelo músico e pintor Luigi Russolo (1885-1947), o Entoarumor [Intonarumori ou Rumorarmonio ou Enarmonic Bow]. Casavola continuou compondo músicas para várias peças dos escritores Futuristas, Três Momentos [Tre momenti] (1927), de Luciano Folgore. No mesmo ano Casavola regeu a orquestra para a pantomima teatral Mercador de Coração [Mercanti di Cuore], de Enrico Prampolini (1881-1973), encenada no Teatro da Madeleine (Paris). Benedetta Marinetti (1897-1977) escreveu a peça A Viagem de Garará [Il viaggio di Garará] (1931), para a qual Casavola também compôs a música.

Em meados da década 1930 Casavola abandonou todas as produções Futuristas: o músico voltou-se para a produção de música para o cinema (1936-). A lacuna propiciada pelo abandono de Casavola do movimento Futurista, foi preenchida pelo músico italiano Afredo Casella (v.).


REFERÊNCIA SELECIONADA:



CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 444, 477. 30 x 22 cm.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BIOGRAFIA: CHITI, Remo (1891-1971).

 

CHITI, Remo (1891-1971).

O escritor, teatrólogo e cineasta Chiti, foi associado ao movimento do Futurismo italiano. Remo Chiti nasceu em Staggia Senese e morreu em Roma (Itália). O escritor colaborou em inúmeras publicações das vanguardas italianas como a revista do grupo florentino L'Italia Futurista [A Itália Futurista] de Fillia (Luigi Colombo), ao redor da qual reuníram-se vários escritores e intelectuais como os irmãos Bruno Corra (1892-1976) e Arnaldo Ginna (1890-1982), Mário Carli (1883-1935) e Emilio Settimeli (1891-1954), este que foi diretor da revista Il Centauro[O Centauro].

Chitti publicou seus artigos em Difesa dell'Arte [Defesa da Arte], Domani [Amanhã], Il Centauro [O Centauro], La Rivista [A Revista], L'Impero [O Império], L'Universalle [A Universal], Saggi Critici [Sábia Crítica], Testa di Ferro [Testa de Ferro] e Oggi[Hoje], publicações com marcante orientação fascista. Chiti participou das Noitadas Futuristas [Serata Futurista], organizadas por F. T. Marinetti (1876-1944) nos teatros italianos, com declamação de poesias e performances radicais, associadas à música com apresentação de novos instrumentos como o Entoarumor [Intonarumori], criado por Luigi Russolo (1885-1947), músico e pintor italiano.

Chiti tornou-se um dos mais ativos membros do Futurismo, criou e trabalhou para seu dito, Teatro Sintético; ele lançou o Manifesto do Teatro Sintético Futurista, que F. T. Marinetti, Bruno Corra e Enrico Settimelli assinaram. Chiti assinou o Manifesto do Cinema Futurista (1916), juntamente com F. T. Marinetti, Giacomo Balla (1871-1958), Bruno Corra, Arnaldo Ginna e Emilio Settimelli.
 
O cinema Futurista que existiu não chegou até os nossos dias; o único filme produzido pelo grupo que assinou o manifesto foi Vida Futurista (Vita Futurista, 1916). O filme, que apresentou os principais princípios plásticos que nortearam o cinema Futurista, expressos no citado manifesto, perdeu-se, mas a revista L'Itália Futurista publicou (1 out., 1916), o resumo detalhado dele. Esse filme foi dividido na série de episódios, a saber: Como dorme um futurista; Ginástica matinal; Um almoço Futurista; Discussão entre um pé, um martelo e um guarda-chuva; Um passeio Futurista; Trabalho Futurista - Imagens idealizadas e deformadas externamente. Dois fotogramas do filme, um com Arnaldo Ginna e outro da dita, Dança do Esplendor Geométrico, encontram-se reproduzidos (HULTEN, 1986). As cenas filmadas foram criadas através das performances dos próprios Futuristas, que tornaram-se atores quando atuaram espontâneamente no filme, realizado com todos os artistas que assinaram o manifesto: atuaram Balla, Corra, Ginna, Marinetti e Settimelli.

Chiti publicou seu manifesto O Criador do Teatro Sintético Futurista [I creatori del teatro sintetico futurista] e escreveu várias peças de um ato para várias apresentações; seus textos e peças foram publicados póstumamente, editados por Mário Verdone com o título A Vida se Faz por Si Mesma (La vita se fá da se, 1973).

 
REFERÊNCIA SELECIONADA:

 
 

CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 452, 568. 30 x 22 cm.