segunda-feira, 13 de julho de 2015

BIOGRAFIA: ADAMI, Hugo; Pilade Francisco Hugo Adami (1899-1999).

BIOGRAFIA: ADAMI, Hugo; Pilade Francisco Hugo Adami (1899-1999). O pintor, ator, cenógrafo e cantor lírico conhecido como Hugo Adami, nasceu em São Paulo e estudou com Giuseppe Barchitta, na Escola Profissional Masculina do Brás; e, depois, com Georg Elpons (1865-1939), Enrico Vio (1874-1960), William Zadig (1884-1952) e Alfredo Norfini (1867-1944), no Liceu de Artes e Ofícios (São Paulo, 1915). Adami estudou música e tornou-se cantor de ópera, trabalhando durante dois anos na Companhia Leopoldo Fróes, no Rio de Janeiro. Adami participou pela primeira vez do SNBA - Salão Nacional de Belas Artes (1921) e do Salão da Primavera (1923), ambos no Rio de Janeiro; ele viajou para Florença onde estudou arte durante o período de cinco anos (1923-1927). Adami participou da mostra do Novecento (Florença, 1926), na companhia dos pintores Achille Virgille Funi (1890-1982), Mario Sironi (1885-1961), Pietro Marrusig (1879-1930) e Mário Tosi (1895-1979). O artista visitou Paris e participou do Salão das Tulherias (1927). Adami conheceu e estabeleceu amizade com Giorgio De Chirico (1888-1878); ele voltou ao Brasil e expôs na sua primeira mostra individual, na Casa das Arcadas (São Paulo, 1928). A mostra foi comentada por Mário de Andrade (1888-1945), no ensaio publicado no Diário de Notícias. No mesmo ano Adami voltou à Itália, quando expôs na Bienal de Veneza (1929-1931). Adami regressou ao Brasil (1931), para radicar-se em São Paulo, onde foi um dos fundadores da SPAM/ Sociedade Pró Arte Moderna (1932-1935). O artista participou com Flávio de Carvalho (1899-1973) do CAM/ Clube dos Artistas Modernos, fundado (24 novembro, 1932-) por Antonio Gomide (1895-1967), Carlos Prado, Vittorio Gobbis (1894-1968) e Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Adami expôs em outra mostra individual, em São Paulo (1933); o artista expôs no SPBA - Salão Paulista de Belas Artes (1934; 1935; 1936); no penúltimo salão (1935) Adami recebeu a Grande Medalha de Prata e, no último, a Medalha de Ouro (1936). Adami participou da mostra da Família Artística Paulista (1937), juntamente com obras de Alfredo Volpi (1896-1988), Aldo Bonadei (1906-1964), Paulo Rossi Osir (1890-1959) e Clóvis Graciano (1907-1988). Obras de Adami participaram do 2º Salão de Maio (São Paulo, 1938), organizado por Flávio de Carvalho e de outra mostra do SPBA (1940). O artista voltou a viver na Europa (1937-1949) e afastou-se das atividades artísticas (1945-1970). O artista somente voltou a pintar anos depois (1975) e reapareceu no cenário brasileiro a partir da década de 1980 quando participou da mostra Do Modernismo à Bienal, no MAM (São Paulo, 1982); da Mostra Retrospectiva, no MAM (São Paulo, 1986); da Artistas Contemporâneos da Sociarte (São Paulo, 1992; 1993; 1995); da mostra Unidade e Confronto, na Escola Pan Americana de Arte (São Paulo, 1994); da Hugo Adami, 35 Pinturas, no Escritório de Arte Renato Magalhães Gouveia (São Paulo, 1996); e de mostra individual, com apresentação do crítico de arte Mário Barata, no MAM (São Paulo, 1996). A obra de Adami, Sem Título (desenho, nanquim e grafite/ papel, 20,2 cm x 40,5 cm), pertence ao acervo do MAC – USP. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: AYALA, W.: SEFFRIN, A. Dicionário de pintores brasileiros. Curitiba: UFFR - Universidade Federal do Paraná, 1997. 2ª ed., ver., ampl.< 428p. : il., color., p. 19. BARBOSA, A. M. Catálogo Geral de Obras 1963-1993. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Fundação Bienal, 1993, p. 03. PONTUAL, R. Dicionário das Artes Plásticas no Brasil. Introdução histórica e crítica de Mário Barata (et al.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559p.: il, retrs. TEIXEIRA LEITE, J. R. T. Dicionário Crítico de Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Paulo Mendes da Silva - Art Livre, 1988, p. 13.

sábado, 11 de julho de 2015

BIOGRAFIA: AITA, Zina (1900-1967).

BIOGRAFIA: AITA, Zina (1900-1967). A artista brasileira de origem italiana nasceu em Belo Horizonte e morreu em Nápoles. Aita foi artista plástica modernista, participante da dita, Semana de 22 (São Paulo, 1922). Aita viveu quase sempre na Itália, para onde sua família viajou no período da Primeira Guerra Mundial: a artista estudou com o renomado ceramista Galileo Chini (1873-1956), com ênfase nas técnicas das artes decorativas em cerâmica (Florença). Aita voltou ao Brasil, ocasião em que conheceu Ronald de Carvalho (1893-1935), Manuel Bandeira (Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, 1886-1968), Oswald de Andrade (1890-1954), Tarsila do Amaral (1886-1973), o poeta e futuro diplomata Vinícius de Moraes (1913-1980), participantes do grupo de intelectuais cariocas e paulistas, alguns como Ronald de Carvalho e Oswald de Andrade organizadores da Semana de Arte Moderna. Aita associou-se por grande amizade a Anita Malfatti (1896-1964); logo após a famosa Semana de 1922, a artista apresentou 46 obras, na mostra individual realizada na galeria O Livro, pertencente à Jacinto Silva (São Paulo). A mostra foi sucesso de crítica e levou várias das obras da artista a serem adquiridas por participantes e organizadores da semana como Paulo Prado (1869-1943), Graça Aranha(1868-1931), Nestor Rangel Pestana (18xx-1933), Yan de Almeida Prado (Joâo Fernandes de Almeida Prado, 1898-1989), e o escultor alemão Wilhelm Haarberg (1891-1956). A fotograafia de Zina Aitacom Mário de Andrade, Anita Malfatti e amigos, na inauguração de sua mostra em São Paulo, encontra-se publicada na revista Época (n. 194, especial), mostrando a artista aos 22 anos de idade, jovem e bonita. Aita voltou contra sua vontade para Nápoles, viajando com sua família, radicou-se nesta cidade italiana e dedicou-se a pintura, aquarela (1924-). Aita tornou-se conhecida no país, pois adquiriu e dirigiu manufatura de cerâmica decorativa, na técnica de faiança. A artista expôs suas cerâmicas em Monza e Faenza, onde recebeu o prêmio Assunto Sacro (1930). O Museu Internacional da Cerâmica adquiriu duas obras de Aita para seu acervo (Faenza, 1949). Aita participou de várias mostras coletivas, como a organizada na Câmara de Comércio de Nápoles (1950); da Mostra do Ultramar (1951) e da Exposição de Cerâmica (Pompéia, Itália). A artista participou de mostras religiosas como a do Angelicum, em Milão, que adquiriu a Madonna dela para seu acervo: esta mostra foi itinerante a São Paulo (1952). Aita expôs na Mostra do Meio-Dia (Roma, 1955); na Exposição de Arte Sacra, no Palazzo Real (Nápoles, 1956); na Mostra do Presépio, no Palazzo Baschi (Roma); na Manifestação de Arte Nacional, no Palazzo Real (Nápoles); na individual Cerâmica de Zina Aita, realizada na Galeria de Arte Vanvitelli (Nápoles, 1957), e participou da IV Exposição Nacional de Arte (Roma, 1967). Aita voltou ao Brasil para passar temporada, quando produziu inúmeros desenhos e aquarelas com motivos da flora e fauna tropicais, principalmente pintando figuras de pássaros brasileiros (1953). No entanto, a fase que despertou maior interesse em sua obra foi a pintura que a artista produziu na década de 1920: alguns exemplares de obras desta fase encontram-se nos acervos brasileiros, como o do MAC (USP) e na Coleção Mário de Andrade (IEB - USP), bem como em várias coleções particulares brasileiras. REFERÊNCIAS SELECIONADAS; AMARAL, A. Artes Plásticas na Semana de 22. São Paulo: Perspectiva, 1970, p. 230. ALTMAN, F.; GRANATO, F.; MENGOZZI, F.; GIRON, L. A.; GONÇALVES FILHO, A. 80 anos de Revolução: Semana de Arte Moderna de 1922. Rio de Janeiro: Época, n.194, Editora Globo, 2002, p. 07. AYALA, W.: SEFFRIN, A. Dicionário de pintores brasileiros. Curitiba: UFFR - Universidade Federal do Paraná, 1997. 2ª ed., ver., ampl., 428p. : il., color., p. 16. Graça Aranha. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi modificada pela última vez à(s) 19h10min de 7 de junho de 2015. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gra%C3%A7a_Aranha Acesso em: 14 junho, 2015. Manuel Bandeira. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi modificada pela última vez à(s) 19h45min de 31 de maio de 2015. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Bandeira Acesso em: 14 junho, 2015. Ukrainian Futurism, 1914-1930: A Historical and Critical Study (review). Malynne Sternstein. Modernism/modernity. Volume 6, Number 3, September 1999, pp. 157-159 | 10.1353/mod.1999.0036 Retrieved from: https://www.google.com.br/search?hl=pt&source=hp&q=Ukrainian+Futurism%2C+1914-1930%3A+A+Historical+and+Critical+Study+%28review%29.&gbv=2&oq=Ukrainian+Futurism%2C+1914-1930%3A+A+Historical+and+Critical+Study+%28review%29.&gs_l=heirloom-hp.12...1594.1594.0.5344.1.1.0.0.0.0.266.266.2-1.1.0....0...1ac.1.34.heirloom-hp..1.0.0.Vhtq0HLyFiQ Acessed in: June 06, 2015.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

BIOGRAFIA: GOBBIS, Vittorio (1894-1968).

BIOGRAFIA: GOBBIS, Vittorio (1894-1968). Nasceu em Motta di Livenza, na Itália; foi morar em São Paulo (c. 1924), depois de ter feito cursos de pintura e restauração em Veneza, conhecendo a fundo as técnicas dos velhos mestres. O pintor foi um dos fundadores do CAM [Clube dos Artistas Modernos] e da SPAM [Sociedade Pró - Arte Moderna], juntamente com Flávio de Carvalho (1899-1973), Carlos Prado (1908-1992), Antonio Gomide (1895-1967) e Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Foi Gobbis quem trouxe a cultura européia para as discussões no eclético ambiente cultural paulista, fato que revestiu-se de grande importância para a dinâmica do desenvolvimento da cultura pictórica em uma cidade ainda provinciana. Gobbis dedicou-se ainda à compra, venda, restauração e conservação da pintura de quadros. Gobbis produziu, de acordo com TEIXEIRA LEITE (1988): [...] obra não muito extensa e desigual [...]. No entanto o artista conseguiu esplêndidos momentos: suas obras participaram do Salão Paulista de Belas Artes, onde foi agraciado com Medalha de Prata (1933), Medalha de Ouro (1936) e Prêmio de Aquisição (1956). Gobbis participou do Salão Nacional de Belas Artes (1935), onde recebeu Medalha de Ouro e participou da I e II Bienal de São Paulo (1951; 1953). Na II Bienal Gobbis apresentou as obras Cajus (c. 1953, óloe/ tela, 92 cm x 73 cm), e Caminho da Penha, Vitória, Espírito Santo (c. 1953). O artista produziu obras nas técnicas de aquarela, desenho e óleo; mas seu mérito maior foi citado por Mário de Andrade no seu célebre artigo Esta Família Paulista (1939), no qual o autor enfatizou a importância da presença de Vittorio Gobbis na vida cultural da cidade. Mesmo com todas as medalhas Gobbis não conseguiu livrar-se da pobreza material, que seu espírito e vida boêmia contribuíram para acentuar; o artista morreu esquecido, aos 74 anos de idade, [...] morando por favor num fundo de quintal, num mísero aposento feito de tábuas de caixotes, tão exíguo que mal dava para lhe abrigar o corpanzil [...] TEIXEIRA LEITE, 1988). Duas obras de V. Gobbis, Nu Recostado (1931, óleo/ tela, no MASP) e Negra (1931, óleo/ tela, no acervo da Escola Paulista de Medicina), participaram da importante mostra do Novecento Sudamericano. Relações artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai, com o patrocínio do Instituto Italiano de Cultura, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (31 de agosto - 05 de outubro, 2003). A mostra, que não seguiu critério geopolítico nem cronológico, buscou integrar visualmente as obras produzidas no mesmo período no Brasil, Uruguai e Argentina, comparando-as com obras de artistas influentes do Novecento italiano (v.). Outras duas obras de Gobbis integram o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo: a instituição cultural com magníficas instalações abriga em seu segundo piso obras de sua coleção permanente. Na última sala encontram-se dois quadros de Gobbis, doações de Emmanuel Araújo: a obra Sem título, dita Lagosta (sd, e a citada Cajus com a qual Gobbis participou da II Bienal de São Paulo), a segunda pintura bem mais solta e moderna do que a primeira. Vale a visita para a apreciação dos quadros de um dos primeiros artistas italianos no Brasil, que pertenceu às primeiras vanguardas das terras paulistanas e que deve ser relembrado, Vittorio Gobbis. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: ENSAIO. CHIARELLI, Tadeu. Novecento Sudamericano. Relações artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Instituto Italiano de Cultura - Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003. TEIXEIRA LEITE, J. R. T. Dicionário Crítico de Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Paulo Mendes da Silva - Art Livre, 1988, p. 220.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

1947-1948-GRUPO ITALIANO FORMA UM (Roma).

1947-1948-GRUPO ITALIANO FORMA UM (Roma). Os artistas Piero Dorazio (1927-2005), Carla Accardi (1924-2014), Ugo Attardi (1923-2006), Armando Buratti (1924-), Pietro Consagra (1920-2005), Mino Guerrini (1927-1990), Achille Perilli (1927-), Antônio Sanfilippo (1923-1980) e Giulio Turcato (1912-1995), se associaram no imediato pós-guerra no Grupo (Italiano) Forma Um (Forma Uno, 1947-1948), e lançaram Forma, um Manifesto (1947). O grupo lutou pela renovação da arte italiana e tornou-se avançado na Abstração pictórica. As pinturas do grupo foram apresentadas em duas exposições no Clube da Arte (Roma, 1947; 1948); e na mostra Arte Hoje, da qual Consagra foi um dos organizadores e que ocorreu no Museu de Arte Contemporânea (Roma, 1948). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: Achille Perilli. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page has been modified for the last time March 19, 2013 at 11:24. Acess: 25, April, 2013. Armando Buratti. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page has been modified for the last time December 27, 2012 at 00:14. Acess: 25, April, 2013. Carla Accardi. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 22 March 2013 at 01:37. Retrieved from http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Carla_Accardi&oldid=546148233" Acess: 25, April, 2013. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: Il, p. 136. Mino Guerrini. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page has been modified for the last time April 15, 2013 at 20:34.Acess: 25, April, 2013. Murilo Mendes 1901-2001. Juiz de Fora: CEMM/ Centro de Estudos Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Museu da Chácara do Céu. São Paulo: Museu Lasar Segall, 2002. Ugo Attardi. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 8 March 2013 at 16:25.Retrieved from "http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Ugo_Attardi&oldid=542838897" Acess: 25, April, 2013. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite. Paris: Fernand Hazam, 1957, p. 151.

BIOGRAFIA: MARUSSIG, Piero (1879-1937). O artista italiano nasceu em Trieste e morreu em Pavia. Marussig recebeu a influência do movimento do Pós-Impressionismo e das correntes que marcaram a arte européia no final do século XIX e o início do século XX: o Estilo Jovem [Jugendstill] (Munique e Viena), que na França chamou-se Arte Nova [Art Nouveau] e que marcou as exposições de arte das Secessões européias (Berlim, Munique e Viena). Marussig passou a viver em Milão (1920), onde conheceu os Futuristas Carlo Carrá(1881-1966), Achille Virgile Funi (1890-1972) e Mario Sironi (1885-1965). Marussig participou da primeira formação do Novecento italiano (1923-1933). A jornalista, historiadora e crítica de arte Margherita Sarfatti (1883-1961), porta voz da política para as artes dominadas pelo estado italiano durante a ditadura de Benito Mussolini, tornou-se curadora de todas as mostras desde a do Grupo dos Sete Pintores [Sette Pittori], da qual participaram Anselmo Buci, Baccio M. Bacci, Leonardo Dudreville, Gian Emilio Malerba, Pietro Marussig, Ubaldo Oppi e Mario Sironi, inaugurada com a presença e discurso do Il Duse na Galeria Lino Pesaro, conhecida depois como C'a Pesaro (Milão, 1923). Novamente foi Sarfatti a curadora de duas das Bienais de Veneza (XIV e XV/1924; 1926); foi ela quem organizou a representação oficial italiana para a Exposição Universal (Paris, 1925), e no mesmo ano foi curadora da mostra dos Seis Pintores do Novecento [Sei Pittore del'900]. Outras mostras ocorreram no Palazzo della Permanente (Milão, 1926; 1929). O movimento do Novecento italiano, que se transformou na arte oficial italiana, afirmou-se no início da década de 1930. Na época o grupo recebeu a adesão de mais de 100 artistas e tornou-se conhecido oficialmente depois da I Mostra do Novecento Italiano, realizada na Galeria Gian Ferrari (Milão, 1926). Sarfatti foi viver em Roma, onde organizou e dirigiu, junto com B. Mussolini, a revista Gerarchia [Hierarquia](1922). No mesmo ano em que ela publicou seu livro História da Pintura Moderna, a jornalista passou a realizar com o grupo do Novecento inúmeras mostras internacionais. Na ocasião da inauguração da exposição itinerante na sede da AAA/Associação Amigos da Arte (Buenos Aires), Sarfatti proferiu palestra, nessa mostra itinerante à Montevidéu (Uruguai, 1930). Sarfatti levou o Novecento para Helsinki (Finlândia, 1931), além de Amsterdã, Basiléia, Berlim, Berna, Bruxelas, Budapeste, Estocolmo, Genebra, Lausanne, Lípsia, Paris, Viena e Zurique, além de destacada participação em outras mostras italianas importantes no período. Paralelamente às artes iniciou-se movimento na literatura italiana com o grupo formado em torno do escritor fascista Massimo Bontempelli, que publicou a revista Novecento (Roma, 1926-1929). Algumas obras do grupo do Novecento participaram das mostras Os Realismos em Paris 1919-1939 [Les Réalismes 1919-1939 à Paris], no MNAM (1980-1981); da mostra Futurismo & Futurismus no Palácio Grassi (Florença, 1986). E, a arte do Novecento apresentou-se no Brasil, na mostra Novecento Sudamericano: Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai, realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo (31 de agosto - 05 de outubro, 2003). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: BREUILLE, J-P. Dictionnaire de la peinture et de sculpture : l'art du XXe siècle. Sous la direction de Jean-Philippe Breuille. Paris: Lib, Larousse, 1991. 777p.: il., retrs., p. 100.. (Dictionnaires specialisés). Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, p. 24. CATÁLOGO GERAL. II Bienal do Museu de Arte Moderna. São Paulo: EDIAM, 1a edição, dezembro de 1953, pp. 225-226.

1928-1937-ESCOLA (ITALIANA) ROMANA OU ESCOLA (ITALIANA DA) VIA CAVOUR (Roma).

ESCOLA (ITALIANA) ROMANA OU ESCOLA (ITALIANA DA) VIA CAVOUR (Roma, c. 1928-1937). O pintor italiano Mário Mafai (1902-1965), que nasceu em Roma, tornou-se, juntamente com outro romano, Scipione (Gino Bonichi, 1904-1933), um dos fundadores da dita, Escola Romana. O grupo ficou conhecido como Escola da Rua Cavour [Scuola di Via Cavour] local do ateliê de Mafai, onde se reuniam os participantes. Foram os principais associados Giuseppe Capogrossi (1899-1972), Conrado Cagli (1910-1976), Mário Mafai (1902-1965), Scipione (Gino Bonichi, 1904-1933), Antônio (Toti) Scialoja (1914-1998), Giacomo Balla e Gino Severini (v. Futurismo nas Artes Plasticas); Mário Broglio, Edita Broglio, Giorgio de Chirico e Savínio (Andrea Alberto de Chirico; v. Grupo da Pintura Metafísica); Afro (Basaldella) e Renato Guttuso (v. o Grupo Corrente). Posteriormente Capogrossi, a partir da Abstração que o consagrou, criou seu próprio Grupo (Italiano) Origem [Origine] (1949-1956; v.). Participaram também Mirko Basaldella, Cesare Peverelli, Fausto Pirandello, Carlo Socrate, Renzo Vespignoni, Alberto Ziveri, entre vários outros; se associaram depois ao grupo Giovanni Stradone (1911-1981) e o escultor Marino Mazzacuratti (1907-1969). Participou do grupo Toti Scialoja, artista que, na década de 1950, passou prolongado período vivendo em São Paulo, onde trabalhou como destacado cenógrafo e figurinista para o Ballet do IV Centenário de São Paulo (1953-1955; v.). A arte da Escola Romana foi influenciada pela Pintura Metafísica, lançada em Roma pouco antes da década de 1920, por Carlo Carrà e Giorgio de Chirico, girando em torno da revista Valori Plastici [Valor Plástico], de Mário Broglio. A primeira exposição do grupo realizou-se em Roma (1928). A denominação mais conhecida do grupo, Escola Romana, foi recebida do crítico de arte italiano Roberto Longhi (1929). REFERÊNCIA SELECIONADA: DINI, P.: BORGIOTTI, M. (Introd.). Movimenti Pittorici italiani dell´Ottocento:.I Macchiaioli e la Scuola Napolitana. Milano: Alfieri & Lacroix, 1966. 165p.: il., algumas color., pp. 05-15. 24 x 30 cm.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

BIOGRAFIA, SPILIMBERGO, Lino Enea (1896-1964).

BIOGRAFIA, SPILIMBERGO, Lino Enea (1896-1964). O artista plástico de origem italiana nasceu em Buenos Aires e morreu em Unquillo (Argentina). O artista estudou na Academia Nacional de Belas Artes (Buenos Aires). As obras de Spilimbergo participaram do Salão Nacional, quando o artista recebeu o 1º Prêmiopelo melhor conjunto de obras, o que permitiu-lhe passar prolongada temporada européia. Spilimbergo viveu na França e na Itália (1925-1929). O artista passou um período estudando em Paris com André Lhote (1885-1962); suas pinturas receberam as influências de Paul Cézanne (1839-1906), do Cubismo e da PinturaMetafísica (v. no meu Blog http://arteeuropeiadevanguarda.blogspot.com). Spilimbergo participou do primeiro Grupo (Italiano) dos Oito Pintores [Gruppo Delle Otto Pittore], formado em torno do crítico de arte Edoardo Persico (1900-1936) com Gino, Lilloni, Pancheri e Pepino, entre outros que reagiram contra a estética retrógrada da arte apoiada pelo estado fascista. O grupo citado expôs na sua primeira mostra na Galeria del Millione (Milão, 1930). Os artistas do grupo citado também participaram do Grupo Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931) e do Arte Concreta Abstração-Criação [Art Concrete, Abstraction-Création] (Paris, 1932-1936). De volta a Buenos Aires obras de Spilimbergo participaram da mostra da A.A.A - Associação dos Amigos da Arte (1928); depois o artista organizou mostra coletiva da qual participaram vários pintores que Spilimbergo conheceu em Paris, entre outros das vanguardas argentinas como Antonio Berni (1905-1981) e Héctor Basaldúa (1895-1976), entre outros, exposição que ocorreu no Salão Witcomb (Buenos Aires, 1930). Spilimbergo recebeu o 1º Prêmio de Pintura, no Salão Nacional, no ano em que, juntamente com os esultores Antonio Silvestre Sibellino (1891-1960) e Luis Facini (1889-1973) o artista fundou o Sindicato dos Artistas (Buenos Aires, 1933). Spilimbergo integrou a equipe do muralista mexicano David Alfaro Siqueiros (1896-1974), que pintou mural na residência do diretor do jornal Crítica, Natálio Botana. Obras do artista participaram da Exposição Universal (Paris, 1937), juntamente com pinturas de Raquel Forner (1902-1988) e do escultor Alfredo Bigatti (1898-1964), entre outros artistas argentinos. Spilimbergo decorou, juntamente com A. Berni, o Pavilhão Argentino da mostra realizada em Nova York (1939). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: CHIARELLI, T. O Tempo em Suspensão: Presença/ Ressonâncias da Pintura Metafísica e do Novecento Italiano na Arte de Argentina, Brasil e Uruguai. In Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, p. 09. GINANNESCHI, E. O Enigma de uma Viagem na Arte do Século XX. In Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, pp. 18-20. WECHSLER, D. De uma estática do Silêncio a uma Silenciosa Declamação. Encontros e Apropriações de uma Tradição nas Metrópolis do Rio da Prata. In Novecento Sudamericano. Relações Artísticas entre Itália, Argentina, Brasil e Uruguai. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003, p. 13. http://www.biografiasyvidas.com/biografia/b/basaldua.htm